domingo, 13 de outubro de 2019

Visita às caves Calém.


Armazém e barcos rabelos

Vinho do Porto, museu interativo e fado.

Quando estamos na Ribeira às margens do rio Douro e olhamos para a outra margem em Vila Nova de Gaia, ficamos impressionados com a quantidade de antigos armazéns e seus longos telhados, todos muito próximos uns dos outros. São as caves de vinhos do Porto. Cada uma guarda milhões de litros de vinho do Porto que ficam ali adormecendo em barris de carvalho, numa espera silenciosa, até que chega a hora de serem engarrafados e enviados para o mundo.
São nestes armazéns que estão guardados os segredos e a história de um vinho tão antigo e tão especial. Cada um tem a sua história, a sua personalidade. 
Os vinhos Calém, contam a história de um empreendedor aventureiro.
Bem ali próximo do rio Douro e da Ponte Luis I, aquele grande armazém branco chama a atenção e ali está desde 1859, quando António Alves Calém fundou esta que seria uma das caves que mais recebe visitantes no mundo, são mais de 235.000 visitantes/ano.

foto antiga das Caves Calém
imagem do armazém no museu das caves Calém

António Alves Calém, inovou na exportação. Enquanto todos os produtores de vinho do Porto tinham seus olhos voltados para o mercado britânico, ele decidiu levar os seus vinhos para o Brasil e entrou naquele mercado em troca de madeiras exóticas, possibilitando assim, construir as suas próprias embarcações utilizadas para o comércio do vinho do Porto.

domingo, 6 de outubro de 2019

O Mosteiro e a Igreja de São Bento da Vitória.

igreja e órgão ibérico

Uma visita guiada no Porto que vale a pena!


Num dos locais mais típicos da cidade, que atualmente recebe o nome de Nossa Senhora da Vitória, ou simplesmente, Vitória (como os portuenses gostam de a chamar), mas que já foi conhecida como a Judiaria do Porto, no período medieval e quando a cidade era fechada pela Muralha Fernandina, foi o local escolhido pela Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil do sec. XVII para o local da fundação do Mosteiro e a Igreja de São Bento da Vitória.
Encontram-se na rua que tem o mesmo nome e que vale muito a pena ser percorrida porque termina num dos miradouros mais fantásticos do Porto. Pode saber mais a respeito no post que escrevi sobre a rua de São Bento da Vitória. Fica bem ao lado do edifício da antiga Cadeia da Relação, onde hoje funciona o Centro Português de Fotografia, outro lugar que você tem que visitar no Porto.

Exemplos de arquitetura grandiosa, o Mosteiro e a Igreja de São Bento da Vitória, trouxeram para o Porto, através da sua Ordem, monges ilustres na área da música e do canto, além de arquitetos, engenheiros e escultores. 
O órgão histórico desta igreja, representa a escola musical que se originou neste espaço monástico.


O Mosteiro: 

Começou a ser construído em 1604 mas sua finalização demorou quase 200 anos. O Claustro Nobre que é um dos locais a ser admirado na visita guiada, foi concluído em 1728. Bem diferente do que podemos ver atualmente,

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Do Porto para Baião. Na Quinta de Covela.


FAchada da casa da Quinta de Covela

Vinhos verdes,  com história. E as lembranças de Eça de Queiroz.


Em Baião, a aproximadamente 80 kms do Porto,  na transição entre as regiões produtoras do vinhos verdes e dos vinhos do Douro, encontramos  a Quinta de Covela, produtora de vinhos verdes de excelência.
Uma quinta que já pertenceu ao cineasta portuense Manoel de Oliveira, mas hoje está na mão de dois amigos que o destino se encarregou de colocá-los diante de um cenário especial, com vinhas que passaram a produzir os verdes Covela desde 2012.
Dois amigos que se cruzaram no Brasil, que são apaixonados por Portugal e principalmente... por vinhos e que criaram então a Lima Smith e que já estão para além dos vinhos verdes. 
Além de serem os proprietários da Quinta de Covela, Marcelo Lima, empresário brasileiro e Tony Smith, jornalista natural de Manchester, são donos da marca Quinta das Tecedeiras que produz vinhos e azeites do Douro e adquiriram a Quinta da Boavista na região do Douro para produzir vinhos tintos de excelência com o nome da Quinta  emblemática que pertenceu ao Barão de Forrester, um britânico também apaixonado pelo Douro, responsável por fazer a cartografia daquela região em meados do séc. XIX.
Além disso gerem as vinhas da Fundação Eça de Queiroz em Tormes, Baião, onde se encontra a Casa-Museu do escritor e o restaurante de Tormes.

copo de vinho na Quinta de Covela


garrafas de vinho da Quinta de Covela


paisagem das vinhas na região de Tormes em Baião



A Quinta de Covela:

Fui à Quinta de Covela, na companhia das amigas e colegas de trabalho, Luiza Antunes do blog 360meridianos e da Naiara Back do blog Aqueles que Viajam. Tony Smith nos recepcionou com a amabilidade de sempre e contou-nos o percurso desta Quinta que remonta do séc. XVI,