sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A agradável atmosfera da Feira do Livro do Porto. Ao fim do dia...

Escolhi um fim de tarde de Domingo para visitar a Feira do Livro do Porto que este ano acontece nos belíssimos Jardins do Palácio de Cristal. (ver um post sobre estes Jardins: AQUI ).
Numa hora em que aquele espaço fantástico, escolhido pela Câmara Municipal do Porto vai ganhando ares de jardim romântico...



Hora excelente para quem gosta de tranquilidade para escolher os seus livros...



todos os estilos para todos os gostos...





As luzes do Jardim vão  acendendo aos poucos e a atmosfera fica super agradável...



A vista para o rio Douro... linda! Não há quem não fique por ali alguns minutos a apreciar...



Mais do que uma Feira, este evento é um festival a volta do livro. Onde muita coisa acontece.
Desde as tradicionais sessões de autógrafos...


Pedro Chagas Freitas e o seu livro: Prometo Falhar
passando por diversas atividades como leituras, debates, palestras, sessões de filmes baseados em livros,
música, dança, performances e exposições...



Esta em especial encantou-me...


"OUTRO MODO DE LER: TEXTO E IMAGEM NA EDIÇÃO PARA A INFÂNCIA 
Durante as duas últimas décadas a ilustração portuguesa atingiu uma forte reputação internacional. Em 2012, Portugal foi o país convidado de honra da Feira do Livro 
Infantil de Bolonha, o mais importante evento internacional dedicado à edição para crianças. Todos os anos inúmeros ilustradores portugueses conquistam relevantes 
prémios internacionais. 
Não poderíamos, neste sentido, deixar de fora deste festival dedicado ao livro e à leitura a ilustração para crianças e jovens, um fascinante veículo da melhor prática 
artística, onde conceito, texto e imagem concorrem para o prazer de leitores de todas as idades. 
Esta exposição – que integra um programa paralelo de oficinas para crianças e que conta com a participação de alguns dos ilustradores – é composta por trabalhos de 
figuras-chave da ilustração contemporânea, sendo os critérios de seleção o reconhecimento (nacional e internacional) do autor e a inclusão dos seus trabalhos em livros 
editados. 
Esta seleção, reunindo alguns dos melhores livros ilustrados nos últimos anos em Portugal, pretende ser principalmente um espaço de descoberta e de convite à leitura, 
ou aos múltiplos modos de ler que a relação do texto com a imagem desperta."


Ilustrações belíssimas para livros de infância, de autoria de ilustradores portugueses, reconhecidos nacional e internacionalmente...






 Ao cair da noite por completo tudo fica ainda mais tranquilo e mais bonito...




há quem ainda faça as suas escolhas e também há quem fique por ali para uma refeição rápida, um vinho ou um café...


obviamente,  a vista do rio fica ainda mais fantástica...



bem como os recantos dos Jardins do Palácio de Cristal...





Quem está no Porto por estes dias, tem até o próximo Domingo (21/09) para aproveitar a Feira do Livro do Porto. Para quem quiser apreciar a beleza do lugar à noite, fica aberto até às 22 horas.
E não deixe de ver a exposição: "O outro modo de ler"!




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Do Porto para o Museu do Papel em Terras de Santa Maria.

Turismo Industrial é um conceito mais ou menos novo na área do turismo que consiste em conhecer unidades produtivas importantes em determinada região.

O Museu do Papel em Paços de Brandão em Santa Maria da Feira  a  aproximadamente 20 minutos do Porto, é um exemplo fantástico no que diz respeito a dar a conhecer a importância da indústria do papel naquela região. Está  instalado num antigo engenho papeleiro de 1822, o Engenho da Lourença, nome de uma mulher a frente do seu tempo que fundou esta que era uma das muitas unidades que fabricavam papel em Terra de Santa Maria.
Em 2011 o Museu do Papel recebeu o premio de melhor museu de Portugal...



Para além de contar a História do Papel em Portugal, o museu também desenvolve a atividade industrial, ou seja, também produz papel...


Em  todos os seus espaços, a integração das instalações modernas com a presença dos elementos da antiga construção da Fábrica de papel que ali existia, torna o ambiente muito interessante...







Tudo pensado sempre para melhorar o conforto dos seus visitantes...


Numa visita guiada pelo diretor do museu, o Dr. Marques da Silva, aprendi coisas incríveis sobre o fabrico do papel e da importância do mesmo nas nossas vidas e principalmente, na vida das pessoas que viviam  nas regiões papeleiras do país, nomeadamente ali em Terras de Santa Maria. 
Num espaço que mantém praticamente as características do Engenho da Lourença, começa o nosso contacto com as antigas técnicas de fabricar o papel...




Numa espécie de viagem no tempo, vim a conhecer que através de uma técnica trazida para cá pelos árabes, os primeiros papeis eram produzidos a partir de farrapos de tecidos. Sim, já existia desde séculos e séculos atrás, a reciclagem.
Atrevi-me então a produzir a minha própria folha de papel a partir de farrapos de tecido branco, que era separado para produzir os melhores papeis...


O "farrapeiro" era uma das profissões daquele tempo, onde os homens andavam a busca de restos de tecidos para venderem às fábricas de papel. Os tecidos brancos eram vendidos mais caros porque a partir deles se faziam o papel de melhor qualidade, já o colorido era utilizado por exemplo para fabricar papel de embrulho...








É emocionante ver o papel a surgir a partir daquela mistura da água com os farrapos...



 E aí está a minha folha de papel...


Com o passar dos tempos o papel passou a ser feito a partir dos restos do próprio papel...


Outras técnicas foram chegando...




por ali entra a água do rio Maior que faz a força hidráulica desta fábrica funcionar. Por isso todos os engenhos de papel terem sido instalados a beira de um rio...


Aqui, outros equipamentos para produção muito mais alargada de papeis...



Estando pronto, o papel que foi produzido através da força hidráulica, certamente apresenta  as sua folhas  molhadas. E é a partir daí que eu conheço mais uma das antigas profissões que hoje já não existe; as "botadeiras"...


Mulheres que carregavam imensos fardos de papel ainda molhado para o piso superior da fábrica para "botarem" o papel a secar...





as "botadeiras", botando o papel a secar

Papel muitas das vezes comprados pelas "saqueiras" que faziam sacos de embrulho para venderem em mercearias e outros comércios...



Mas não é só isso, há muitas outras coisas interessantes para conhecer. Em breve uma grande exposição será inaugurada contando tudo sobre a atual produção do papel, através da madeira das árvores.
É uma sugestão imperdível.
O Museu do Papel, é um espaço belíssimo que procura manter a originalidade tanto nos equipamentos, como na maneira de nos apresentar toda uma parte da história tão importante para aquela região e para o país. Faz- nos pensar em muitas coisas a respeito de tantas atividades que hoje não existem mais e da importância fundamental do papel no nosso dia-a-dia...



Uma visita que vale a pena ser feita. Para conhecer mais sobre o papel, a sua importância em Portugal  e para dar ainda mais valor ao trabalho de outros tempos. Principalmente se você "meter a mão na massa" para fazer a sua própria folha de papel. Vale a pena! Muito!

Museu do Papel
Rua de Riomaior, 338
Paços de Brandão - Santa Maria da Feira
todas as informações sobre visitas em:
www.museudopapel.org