quinta-feira, 23 de junho de 2016

Um recanto genuíno do São João do Porto. Na rua da Pena Ventosa.

É um dos meus lugares preferidos da cidade, onde o Porto é Porto mesmo.
É a zona mais antiga da cidade e adoro passear por lá quando estou com quem está a visitar o Porto.



Foi lá o meu lugar escolhido deste ano, para ver o Porto a se preparar para a sua grande festa: o São João.
Gosto de fazer isto sempre. Ver como a cidade vai se preparando durante os dias que antecedem o São João, para mim, é tão bom como a festa em si...

Veja como foi a minha ida às Fontainhas, onde se vive o verdadeiro espírito do São João neste post: AQUI

A rua de PenaVentosa, adora se enfeitar de maneira muito genuína. No Natal, também andei por lá e fiz um post sobre aquele recanto tão longe da confusão e da correria dos dias que antecedem o Natal...

ver AQUI
Mas é no São João que a rua da Pena Ventosa, fica ainda mais alegre e colorida...



Quem desce a partir da Sé Catedral pela Rua das Aldas, logo vai se encantando...


Ruelas, casas coloridas, paredes medievais recebem os enfeites que lhe caem muito bem...




Esta casa chama sempre a atenção, pelas lindas plantas nas escadas e agora no São João, está enfeitada  de cima à baixo...





Da porta aberta, sai muito tímida e orgulhosa a D. Fernanda Conceição que conta-me que ela e a filha (faz questão de dizer: mais a filha), enfeitam toda a rua.


 Dá trabalho mas elas adoram. Porque na noite do São João , ali todos montam as suas mesas na rua, comem todos juntos, dançam e se divertem.
Ficamos a conversar por alguns minutos a falar das nossas vidas. E ao me despedir... a D. Fernanda disse-me: "Venha cá passar o São João!".
Sorri, me emocionei, agradeci e me despedi. Fui embora com o coração preenchido deste Porto genuíno.

Este... é o Porto que me encanta!


E o São João do Porto... encanta também!


terça-feira, 21 de junho de 2016

Nas ruas, nos parques, nas praias e nas festas! É o Verão Europeu no Porto.

 Este post faz parte  de uma ação coletiva chamada  #veraoeuropeu, onde várias bloggers brasileiras que vivem em diferentes cidades europeias, decidiram escrever sobre a estação mais esperada do ano na Europa: o Verão.
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Como não poderia ser diferente, o Porto vive intensamente a época mais quente do ano.
Uma cidade com mar, rio, arquitetura, muitos parque e jardins, muito boa disposição, e que adora ir para as ruas no Verão!
E não só!

 Para as praias, os parques os jardins e as esplanadas...







Todos os lugares para apreciar um belíssimo por-do-sol são sempre os mais eleitos no Verão...







Passear e estar à beira do rio Douro também é um dos programas  preferidos dos turistas e locais...



A ribeira do rio Douro chega a ficar lotada nos meses do  Verão

Sabemos que é Verão no Porto, quando os meninos saltam da Ponte Luis I.
Eles são um espectáculo à parte. Uma tradição de muitos e muito anos que até já virou filme e documentário...


Leia mais sobre esta tradição dos "meninos do rio": AQUI

Mas o Porto gosta mesmo é de fazer festa. Muita festa no Verão.
A estação começa com a maior festa popular do país: o São João do Porto. Quando as ruas todas se enfeitam, para receber a noite mais longa do ano, de 23 para 24 de Junho... ninguém dorme.
E por isso nos primeiros dias do Verão, a cidade está toda enfeitada e colorida!




O início do verão traz o São João, traz  música para as ruas e muita  dança e alegria...









Mas não é só o São João que faz do Porto uma cidade intensa e animada  no Verão. 
Tudo é motivo para a cidade ir para a rua fazer festa..




Festa, música e por-do-sol é sempre a melhor mistura no Verão do Porto...


da música mais tradicional às famosas jam sessions...





Se vem para o Porto neste Verão... deixe-se contagiar pelas suas festas e pela animação da cidade!
Porque o Verão do Porto... encanta!



Veja nos links abaixo o Verão Europeu com as #blogamigas:

Magê Santos do blog Milão nas Mãos - O Verão na itália: AQUI

Luíza Antunes do blog: 360meridianos - Cidades para beber cerveja no Verão europeu: AQUI

Nicole Plauto do blog Agenda Berlim - Os evento do Verão europeu em Berlim: AQUI

Gisele Almeira  do blog Viajar pela Europa -  A praia mais incrível da Grécia: AQUI

Martinha Andersen do blog Viajoteca -  Drinks que são a cara do Verão Europeu: AQUI

Ana Luíza do blog: Pelo Mundo Blog -  Mainau, a Ilha das Flores:  AQUI

Mónica Barbosa do blog De Café por Barcelona - Bebidas del Verano: AQUI

Heloísa Righetto do blog: Aprendiz de Viajante - 5 praias para conhecer no Reino Unido: AQUI

Cristina Rosa do blog: Sol de Barcelona - Os melhores Rooftops do verão em  Barcelona: AQUI

Renata Inforzato do blog: Direto de Paris -  Cinco viagens para aproveitar o Verão na França: AQUI

Luciana Rodrigues do blog: Roma prá Você - Como curtir o Verão Romano: AQUI

Liliana Stahr do blog: Catálogo de Viagens - Programas típicos londrinos de Verão: AQUI

Claudia Boemmels do blog: Brasileiros Mundo Afora - Evento de Verão Imperdível em Berlim: AQUI

Natália Itabayana do blog: Destino Provence - 5 "bate-volta" de verão saindo de Aix-en-Provence: AQUI

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Porto das 5 by Real Companhia Velha.

Adoro o conceito "democratizar" o  vinho do Porto. Afinal, viver por aqui ou visitar a cidade deste néctar desejado pelo mundo todo e não desfrutar deste privilégio, é mesmo impensável.
E por isso, ideias como esta que fui conhecer, criada pela Real Companhia Velha são sempre bem-vindas.

Brincando com a tradição inglesa do chá das 5, a emblemática produtora de vinhos do Porto, decidiu criar o Porto das 5, levando o vinho do Porto para as mesas do "happy hour" um hábito cada vez mais praticado por cá, quando vamos ao fim da tarde, beber um copo e provar uns petiscos.

O primeiro espaço a servir o Porto das 5 by Real Companhia Velha é o Porto Real, um bar de vinho do Porto da Champanheria da Baixa - no Largo Mompilher.



Nesta primeira apresentação, a Real Companhia Velha, na pessoa do Pedro O. Silva Reis, sugere um menu harmonizando alguns vinhos do Porto e cocktails à base de vinho do Porto com montaditos, tábuas de queijos e presunto ibérico.


O que para alguns, estas combinações possam parecer improváveis, a pergunta do Pedro Reis é: Por que não? Já que a ideia é mesmo "democratizar" o vinho do Porto...

a minha modesta opinião, adorou os montaditos com o Cocktail Real Rosé
 


Já os vinhos do Porto pareceram-me bem com a Tábua de Queijos e Presunto Ibérico...




De acordo com os locais que abrirem espaço para o  Porto das 5 estas harmonizações podem variar.
Outros vinhos e outros acompanhamentos.

Quem ganha somos nós... amantes do vinho do Porto!
Afinal em terras de Porto, o Porto das 5 vai bem.



Acompanhe as novidades do Porto das 5: aqui: @realcompanhiavelha

Porto Real - Champanheira da Baixa
Largo Mompilher, 1/2 - Porto

quarta-feira, 15 de junho de 2016

10 dicas para fazer o Caminho Português de Santiago.

Cada um faz o seu próprio Caminho de Santiago.
Engana-se quem pensa que tudo é igual para todos.
Engana-se quem pensa que está totalmente preparado.
O Caminho vai nos mostrar que não.
O Caminho é um aprendizado constante e "quando achamos que temos respostas para tudo" o Caminho vem e altera todas as perguntas.

Estas foram algumas das minhas inúmeras conclusões depois de caminhar 260 Kms, saindo do Porto até Santiago de Compostela, pelo Caminho Português Central (pode ver AQUI, porque escolhi fazer esta rota).
Fazer o Caminho nos preenche, e por isso, temos a necessidade de partilhar este aprendizado com todos os que querem um dia fazê-lo.

Em posts futuros vou  mostrar muitos pormenores sobre as etapas percorridas, os lugares para dormir, as comidas e as pessoas. Para já, deixo aqui:

#10 dicas para fazer o Caminho Português de Santiago

1. Ir Sozinho ou acompanhado?

Desde que decidi fazer o Caminho de Santiago só me faltava decidir se faria sozinha ou acompanhada. E a minha melhor decisão, foi fazê-lo com a grande amiga Elena Paschinger.


Mesmo indo acompanhada, é possível muitas vezes, ou até numa grande parte do percurso, irmos só com os nossos pensamentos.




Mas é importantíssimo saber que a uma certa altura, ou mesmo ao fim de cada etapa, podemos dividir os sentimentos com alguém, que não seja apenas os peregrinos que acabamos de conhecer, mas sim, alguém que confiamos e que rapidamente vai perceber e respeitar os momentos que passamos.
Algumas experiências e reações só temos no Caminho, por isso vale a pena ter alguém por perto.

O importante é que você e a sua companhia tenham muitas coisas em comuns. No meu caso, a minha amiga Elena, também é blogger, autora do Creativelena, por isso a nossa ida a Santiago, recebeu um nome: #duasBloggersumCaminho.
As duas sabiam que o nosso Caminho ia ser diferente da maioria das pessoas. Fomos as duas dispostas a recolher o máximo de informações possíveis  para transmitir as nossas experiências aos nossos leitores, com imagens e anotações.




Por isso, tínhamos toda a paciência do mundo quando uma perdia mais tempo com uma fotografia, uma publicação nas redes sociais, um video no snapchat.
Tínhamos em comum, além de fazer o Caminho, a preocupação com quem estava a nos acompanhar... à distância.

a fazer videos para o Snapchat - transmitindo as emoções do Caminho em direto para o mundo. foto: Creativelena

2. Quando ir:

Os melhores meses para fazer o Caminho são: fim de Abril, Maio, Junho e Setembro, quando nem o calor e nem o frio são extremos. Estes são os meses considerados época alta para os peregrinos, mas não quer dizer que o Caminho Português possa ser feito nos outros meses. A dificuldade é que em Julho e Agosto o calor é intenso e as caminhadas devem começar ainda de madrugada para terminarem pelo meio-dia.
No Outono e Inverno, é preciso levar mais roupas para se proteger e isto implica um peso maior para carregar.
Adorei fazer o Caminho, em Maio, em plena Primavera. As flores vão nos brindando a cada etapa com uma beleza muito especial.






O tempo é agradável e mesmo apanhando chuva por dois dias, nada atrapalhou a nossa boa disposição.

3. A preparação:

Como disse anteriormente, por mais que nos preparemos, o Caminho vai sempre nos mostrar que não estamos suficientemente preparados. E é esta a magia. É aceitar o desafio e continuar.
Mas... convém preparar-se!
Existem na internet e nas livrarias inúmeros guias e blogs sobre os diversos Caminhos de Santiago. Procure ler os que foram escritos por quem realmente fez o Caminho. Porque só quem faz...sabe.
Se você conhece alguém que fez. Converse muito com esta pessoa, tire dúvidas. Ouvir as experiências vão ajudar e muito!

uma "aula" com uma amiga que já havia feito o Caminho em 2011, ajudou e muito.
O mínimo de preparação física também é importante. No meu caso, que já tinha o hábito de caminhar uma hora por dia, passei a ir aumentando este tempo gradualmente, até chegar a duas horas por dia.
Mas saiba que vai caminhar pelo menos 6 a 7/dia. Por isso, prepare-se um a dois meses antes da sua partida, para  o seu corpo ir se habituando ao exercício diário.

4. O que levar:

Pouca coisa. A mochila nunca deve pesar mais do que 10% do seu corpo, e por mais que depois de alguns dias ela já fará parte do seu corpo, quanto mais leve melhor.
Optando em fazer o Caminho em dias mais amenos, as roupas leves e sintéticas, daquelas fáceis de lavar e secar são o ideal.
A atenção especial vai para os pés. Serão eles os mais sacrificados, por isso a escolha de boas meias e um bom calçado é fundamental.
Para evitar ao máximo as bolhas que muito provavelmente vão aparecer, é importante usar sempre duas meias e um calçado com um ou dois números acima do que você habitualmente usa. Com a longa caminhada, os pés incham e por isso vão ficar apertados e causar bolhas.
O calçado nunca deve ser novo. Antes de começar o Caminho vá se habituando com ele.
Os chinelos e sandálias serão os seus aliados ao fim de cada jornada. Leve-os. Os seus pés vão agradecer.
Protetor solar, relaxante para os pés e as pernas são obrigatórios. Pensos próprios para as bolhas, remédios e gel para as dores e anti-inflamatórios também.

o nosso kit "sobrevivência"
Um impermeável para você e outro a para a mochila também são obrigatórios. É quase certo de que algum dia irá chover...



Leve também máquina fotográfica, telefone, baterias, carregadores, blocos de anotações e um guia de bolso do Caminho.
Os bastões para a caminhada são importantíssimos. Ajudam a aliviar o peso do corpo sobre as pernas e os pés. Movimentam os braços e em algumas situações são os nossos melhores amigos.






5. As Etapas:

É nesta parte que vale a frase: O Caminho... quem faz somos nós mesmos.
Na maioria dos guias e informações sobre as etapas do Caminho Português Central, muitas delas implicariam em percorrer 30 ou mais Kms por dia, para terminar o Caminho em 9/10 dias.
Isto não me interessava. Já que estávamos, eu e a minha amiga Elena pensando em documentar tudo em imagens e anotações, para os nossos blogs e pretendíamos desfrutar ao máximo o Caminho, não fazia sentido para nós fazer tantos kms num dia e depois estarmos totalmente esgotadas para continuar.
Por isso, algumas etapas mais longas, dividi em duas partes.
Cada um conhece os seus próprios limites e os vai conhecendo durante o Caminho. Caso você ache necessidade de descansar por um dia inteiro e não caminhar, isto será mais importante do que fazer um esforço que poderá implicar no  término do seu Caminho.
O Caminho Português Central, normalmente é feito entre 9 a 11 dias. Por opção própria nós o fizemos em 13 etapas, que serão descritas nos próximos posts. E foi a melhor coisa que fizemos, porque conseguimos desfrutar cada metro percorrido. Faça o Caminho conforme você estiver se sentido e não como os outros acham que você deve fazer.

A partir desta rota do site. caminhoportuguêsdesantiago.com, criei ao nosso próprio Caminho para o projeto: #duasBloggersUmCaminho

6. Hospedagem:

Há muitos séculos atrás, quando o túmulo de Santiago foi descoberto na Galiza, milhares e milhares de peregrinos começaram esta tão famosa peregrinação. Era comum naquela altura, que estes peregrinos dormissem em igrejas, hospitais/albergues, conventos e coisas do genero.
Com o passar dos tempos foram instituídos albergues públicos e depois também os albergues privados.
Mas... hoje em dia, será mesmo necessário dormir neste tipo de alojamento, com mais de 10 pessoas no mesmo quarto, partilhando a mesma casa de banho/banheiro com desconhecidos? Há quem ainda pense que sim.
E depois há quem acredita que após tantas horas e kms percorridos, com o cansaço e algumas dores, um peregrino tem todo o direito de ter um bom duche e uma boa cama para o merecido descanso.

na Casa da Oliveirinha - em Aqualonga
Eu sou uma dessas pessoas. Penso que um peregrino não precisa sofrer 24 horas por dia. Achava que isto já era uma ideia que vinha com o peso dos meus 52 anos, mas com conversas para lá e para cá, vi que não era a única, e que isto não tinha nada a ver com a idade.
Mesmo a Elena, muito mais nova que eu e que não se importaria em ficar em alberques de peregrinos, ao fim de 2 etapas já concordava comigo: "precisamos mesmo do merecido descanso!"
E graças a excelentes parceiros que agradeço desde já, que acreditaram e apoiaram imediatamente o nosso projeto #duasBloggersumCaminho, mostramos nas redes sociais em direto e vamos mostrar nos nossos próximos posts que sim, há vários tipos de alojamentos dos mais simples aos mais luxuosos, que recebem os peregrinos que querem privacidade e tranquilidade para se recuperarem e estarem prontos para o próximo dia.

no Carmo's Boutique Hotel - em Ponte de Lima
Ainda há pessoas que pensam que os albergues são os lugares onde podemos confraternizar com outros peregrinos, mas... os peregrinos estão por toda a parte: no Caminho, nos restaurantes e cafés e nos hotéis também. Por isso, conviver com outros peregrinos é o que mais fazemos independente de onde ficamos hospedados.


Há quem pense na economia. Mas se alguém vai fazer uma viagem de 10 a 12 dias, para qualquer outro lugar do mundo, certamente vai ter que ter em conta os gastos com hospedagens e por que não pensar nisto ao fazer o Caminho?
Quando ainda estávamos no Caminho, uma seguidora do Snapchat, enviou-nos a seguinte mensagem no meu blog:



Por isso, estávamos orgulhosas em poder mostrar, que o Caminho pode ser feito com o merecido descanso ao fim de cada etapa.
Você pode ir reservando os seus hotéis durante o Caminho, de acordo com a sua perspectiva de chegada em cada cidade. Vimos isto acontecer diariamente com outros peregrinos.

Veja a reportagem fotográfica que a minha amiga Elena Paschinger fez sobre os lugares que ficamos hospedadas ao longo do Caminho: AQUI

7. Alimentação:

É ela que vai nos dar boa parte da energia que precisamos para percorrer uma média de 20 kms por dia, por isso, os pequenos-almoços/cafés da manhã devem ser bem reforçados, para começar o dia em grande e percorrer os primeiros Kms com força total.

na Quinta da Cancela - em Balugães
Pausas de duas em duas horas para uma fruta ou qualquer coisa leve também são muito importantes.
Mas... hidratação é fundamental! Água... sempre muita água!


Eu e a Elena optamos em nunca almoçar. Apenas parávamos por volta das 12/13 hs para um lanche mais reforçado, um descanso um bocado mais prologando e só.
Isto não quebrava o nosso ritmo para continuar.



Mas... ao fim de cada etapa, isto sim, é hora de nos presentearmos com uma boa refeição, um bom vinho e principalmente, apreciar a comida local.


na Casa Antiga do Monte - em Padrón

no Parador de Pontevedra

no Restaurante Picadeiro - em Ponte de Lima

8. Aprenda a conviver com as bolhas e as dores:

Bolhas
... é quase inevitável que elas apareçam. As minhas apareceram ao 5º dia e aprendi a tratá-las e a conviver com elas até o final.

foto: Creativelena




As dores também aparecem. A cada dia que passa, começamos a descobrir músculos e partes do nosso corpo que não sabíamos que existiam, até começarem a doer. Os alongamentos antes e depois de cada percurso e nas paragens para descanso também são fundamentais.

Durante todo o percurso, ao passarmos por vilas, cidades ou aldeias, sempre vamos encontrar farmácias e centros de saúde, por isso, não hesite em ir até lá assim que as bolhas ou outro problema aparecer. Eles vão dar todas as orientações necessárias.


sempre que parar para descansar, coloque as pernas para o alto

Mas como o Caminho é mágico, ao fim de alguns dias, o nosso corpo vai se habituando a todas estas adversidades e por isso... vamos até o fim!

9. As sinalizações, a vieira, a Credencial do Peregrino e a Compostela:

O Caminho Português de Santiago a partir do Porto é muito bem sinalizado. Basta seguir as setas amarelas, ou as vieiras, que sabemos que estamos no caminho certo. Sempre quando há alguma dúvida, uma cruz amarela, vai indicar que não é por ali.




as setas amarelas estão por toda parte. mesmo nos lugares mais improváveis

Muitos optam em ter a sua vieira, que é o símbolo do peregrino de Santiago, somente depois de completar o Caminho. Mas quase todos levam-na presa na mochila. É uma espécie de identidade.


Mas o que comprova mesmo que você está fazendo o Caminho, é a Credencial do Peregrino e os carimbos que você vai obtendo a cada etapa.

na Casa Antiga do Monte - em Padrón


no VillaD'Arcos Hotel - em Arcos

na Catedral de Tui
Quem começa o Caminho no Porto, pode adquirir a sua Credencial e os seus dois primeiros carimbos na Sé Catedral do Porto.
É certo que cada um pode fazer o seu próprio Caminho. Mas as rotas devem ser obedecidas e somente  os estabelecimentos que encontram-se nestas rotas, estão autorizados a terem os carimbos que vão comprovar que passamos por ali. A cada etapa, temos que ter no mínimo dois carimbos.
Para obter a Compostela, que é o certificado que comprova que você fez o Caminho, é preciso ter percorrido no mínimo 100 kms a pé de alguma das rotas do Caminho de Santiago.



10. "Deixe o Caminho passar por ti":

Ir e deixar o Caminho te conduzir é a melhor maneira de o fazer.
O Caminho é:
Desfrutar cada momento, aceitar as dificuldades, fazer amigos, partilhar experiências, respeitar o próximo, ver a paisagem de maneira que só quem anda a pé por aqueles trilhos pode ver.








É conhecer os locais, ter afecto, receber afecto, ajudar quem precisa, receber ajuda, livrar-se dos pré-conceitos, sorrir, chorar, abraçar.






É conhecer um país de uma maneira muito diferente. É falar muitos idiomas e ao mesmo tempo falar um só idioma: o da vontade de compreender e se fazer compreender.






Fazer o Caminho é não se arrepender daquilo que fez, mas sim... arrepender-se daquilo que não fez.




Faça o Caminho. Quando e como? O Caminho vai lhe dizer.

A seguir, os posts que vão dar mais dicas sobre cada etapa. Acompanhe.

Porque o Caminho Português de Santiago... encanta!

Pode conhecer as dicas da minha amiga Elena Paschinger para fazer o Caminho: AQUI.
Há sempre um olhar diferente. E é esta a Magia do Caminho!