segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ruas com história. A Rua das Aldas e a Rua de Pena Ventosa.

A região da Sé Catedral, é a região mais antiga da cidade do Porto.
Há por lá vestígios de história que nos levam a períodos romanos e medievais.
Um dos passeios mais emblemáticos que eu sugiro para quem visita a Catedral e os seu claustro é descer em direção à Ribeira por duas ruelas muito muito antigas...





























Estas duas ruelas são passagem obrigatória inclusive dos peregrinos que fazem o Caminho português para Santiago de Compostela...



Os turistas que gostam de explorar estes lugares mais escondidos da cidade estão sempre por lá a admirar aquela arquitetura tão antiga...



Na Rua das Aldas, o piso ainda de pedra e as portas  muito baixas, fazem imaginar os antigos tempos, quando aquelas casas foram construídas mesmo encostadas à muralha romana que cercava aquela região...



Ao andar pela Rua das Aldas saiba que está numa das ruas mais antigas da cidade.
Tão pequena e com tanta história!
Junto com as marcas do tempo estão presentes pormenores especiais...




As marcas de quem é mesmo do Porto...



A Rua das Aldas junta-se com a Rua da Pena Ventosa onde ali no Morro da Pena Ventosa, um local alto com muitos vendavais, a partir de uma das portas das muralhas, descia-se por esta rua ingreme, por isso encontramos por lár várias escadas para se chegar à Rua da Banharia e dos Mercadores e à Ribeira...


A sugestão é andar calmamente por lá para apreciar todos os detalhes. Estamos numa região muito especial e típica do Porto. Aquela gente que ali mora, tem raízes profundas com a cidade. Naquelas casas vivem e viveram as pessoas genuinamente do Porto...








Estamos em pleno contacto com a história da cidade...


Uma pausa para espreitar no outro alto da cidade, próximo ao Morro da Vitória... a Torre dos Clérigos...



Há muitos edifícios a serem restaurados que vão dando um charme muito especial às duas ruelas...





Por lá podemos encontrar muitas pessoas idosas nas portas de suas casas, prontas para uma conversa, mas a nova geração também é amável. Como esta pequena moradora que me saudou com um sorriso, um "boa tarde" e "boa viagem"!


Impossível não se encantar!
Se vem ao Porto e gosta de andar por lugares que remetem à história da cidade, este passeio da Sé até a Ribeira passando por estas ruelas é obrigatório. Uma viagem aos tempos românicos e medievais.
E para quem vive na cidade, vale a pena fazer este passeio por onde surgiram os primeiros povoamentos da cidade.

Também pode ver um post sobre o arqueossítio do Porto,  localizado ali bem próximo destas duas ruas, que nos leva a entender melhor sobre o princípio da cidade naquela região: AQUI




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Éclair, o doce do Porto. Agora na versão vinho do Porto.

Os doces portugueses são mundialmente famosos. Os turistas que visitam Portugal não resistem.
Os melhores pastéis de Belém, estão em Lisboa, os doces de  ovos moles estão em Aveiro, os jesuítas em Santo Tirso. Mas os éclairs... ah! Os melhores éclairs estão no Porto.



Na Leitaria da Quinta do Paço.
Sim, leitaria porque a sua história vem desde 1920, quando era a principal produtora de leite do Norte do país, bem como a manteiga e o iogurte.
A tradição alia-se a renovação em 2012 e a Leitaria da Quinta do Paço, passa a ser a pastelaria que produz
os mais variados tipos e sabores de éclairs, aliados com um chantilly de altíssima qualidade.

A tudo isto, junta-se um desafio lançado pela produtora de vinhos do Porto, a Niepoort, uma empresa familiar com mais de 150 anos de dedicação ao vinho do Porto...


criar o Éclair Niepoort.

Desafio aceito pela Leitaria da Quinta do Paço. E após uma série de experiências para se chegar ao resultado final, juntando o melhor vinho do Porto à cobertura de chocolate do éclair, decidiu-se pelo  Ruby Dum Niepoort...


E este casamento perfeito foi apresentado esta semana, nas caves da Niepoort.




Como todas as cave do vinho do Porto, a Niepoort também apresenta um ambiente com charme e com marcas do tempo. Não é aberta para visitas mas sim para eventos especiais como este...




 a amabilidade de todos da Leitaria da Quinta do Paço e da Niepoort, também fez-se sentir...

aqui, com Alexandra Sotto Maior, marketing da Leitaria da Quinta do Paço
e claro, o melhor foi provar: o contraste do chocolate clássico do éclair, com as notas aromáticas do vinho do Porto.
Irresistível!



Se vem ao Porto, prepare-se para se deliciar com os éclairs, os doces do Porto.
E se vive na cidade e já os conhece. Agora precisa provar o novo, com o vinho da cidade, o vinho... do Porto!

Leitaria da Quinta do Paço:

- Praça Guilherme Gomes Fernandes, 47
  Centro- Porto.
- Mercado do Bom Sucesso
   Boavista - Porto
- Norteshopping
   Matosinhos






quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Chuva no Porto? Se não pode vence-la, una-se a ela.

Depois de alguns dias no Brasil, matando as saudades da família e dos amigos, sob um calor tropical de 30 graus eu volto para o Porto no meio de dias e mais dias de... chuva!
Parece que o Outono saltou direto para o Inverno.
Mas, as saudades da cidade que tanto me encanta era maior do que o inconveniente de sair na chuva.
Galochas e guarda-chuvas a postos e lá fui eu ver o Porto num dos meus "spots" preferidos...



em cima da ponte, para ver o rio, as duas margens, as gaivotas, a muralha, o metro e a Ribeira!





mas eu não era a única. Havia por lá muita gente a circular...



com pressa? não! com aquela paisagem lá embaixo, ninguém anda com pressa em cima da ponte...



na sua maioria turistas, aquelas pessoas que lá estavam não tinham outra opção se não, enfrentar a chuva já que os dias para visitar a cidade são contados...


estes russos estavam a se divertir imenso, mas ouviam-se também por ali, italianos, espanhóis e brasileiros...



Lá  embaixo ainda via-se um grupo a explorar as escadas do Codeçal sem medo da chuva!



Não tem jeito... se você vem para o Porto ou para qualquer outra cidade europeia nestes dias de Outono/Inverno e a chuva cair sem parar, a melhor coisa é manter a boa disposição de turista, se proteger e sair por aí...



No Porto, os dias cinzentos combinam com o granito da cidade. A paisagem é única...



Mas há também muitas coisas para  fazer sem precisar ficar o tempo todo na chuva. Acompanhe aqui no blog as dicas de lugares para visitar quando os dias estão de chuva intensa.

E para quem vive no Porto, o melhor é enfrentar a chuva  com boa disposição, uma vez que não podemos fazer nada para que ela pare.

Não me arrependi de sair como uma turista cheia de vontade de ver a cidade.
Porque mesmo com chuva, é sempre bom voltar para o Porto!
Porque o Porto... encanta!








terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sabão Artesanal com história. Na Saboaria ArteSana.

Quem anda pelo Mercado Porto Belo que acontece aos sábados na Praça Carlos Alberto, aqui no Porto, sempre vê por lá  a simpática Susana Santos e os seus sabões artesanais embrulhados em seus tecidos coloridos e charmosos...





No seu atelier, não muito longe dali na Rua dos Caldeireiros, eles também chamam a atenção, principalmente dos turistas que sobem e descem aquela rua tão típica do Centro Histórico...




Não são só as embalagens que chamam a atenção. Quando paramos para conversar com a Susana, vamos aprendendo um mundo de informações sobre este produto artesanal natural feito a base de azeite que só faz bem à nossa pele. A Susana é uma pesquisadora incansável nesta área e está sempre a aprimorar a sua produção.


Confrontada com o desemprego há quase dois, ela não se deixou vencer, arregaçou as mangas e foi fazer sabão.
Hoje os seus sabões estão em algumas lojas e hoteis da cidade, na Ilha da Madeira e na Espanha.
O seu diferencial, além da qualidade, é a criatividade. Além dos sabões a base de azeite e outros produtos naturais que beneficiam a pele, ela criou alguns que são uma autentica homenagem à cidade do Porto.
Um deles é o sabão com óleo de grainha/semente de uva e de vinho do Porto...


foto: ArteSana

e o de chá verde com camélias, homenageando esta flor tão típica da cidade...

foto: ArteSana

Como se não bastasse, ela resolveu criar um novo sabão que está sendo lançado agora este mês e com um poema, convidou-me para conhecer a produção deste novo sabão...

"Ó mar salgado quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos quantas mães choraram
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosse nosso ó mar" Fernando Pessoa

Surge então um sabão para homenagear o mar de Portugal... o sabão com sal marinho...



Que honra, entrar pelo atelier de mais uma empreendedora desta cidade que não pára de produzir, criar e acreditar! E é claro que eu também quis logo participar e fazer também!



Muita concentração, porque as medidas devem ser muito precisas...








mas entre uma mistura e outra, a Susana foi me contando um pouco da história do sabão em Portugal.
Apesar de muito se falar do sabão de Castela e Marsella, já no século X haviam muitas saboarias na Península Ibérica e Itália. 
Em Portugal, os monopólios das saboarias foram passando de reinado em reinado, sendo inclusive proibida a produção caseira. Somente em meados de 1800 é que este monopólio acabou e muitos saboeiros, principalmente do Alto Alentejo onde as fábricas eram localizadas, aproveitaram o seu conhecimento, e passaram a criar pequenas fábricas familiares de produção artesanal.

Ouvindo estas histórias eu estava a imaginar e a ter a sensação de estar a fazer sabão como naqueles tempos...





Entre estas conversas, o sabão parece estar quase pronto...



engano... porque agora para ele virar sabão de verdade,  vai para um processo de "cura" de aproximadamente 40 dias! Assim como os queijos, o sabão também fica curando até chegar no seu tempo  ideal para ser utilizado...


 Aqui a Susana mostrou-me  alguns que já estão há vários dias neste processo...



a consistência de um sabão natural a base de azeite é fantástica..


depois de uns dias, ele já pode ser cortado... vai mais um bocado para a cura...



e só depois é que ele pode ser embalado e vendido...


É por isso que eu valorizo imenso o trabalho artesanal. Quando vemos tudo pronto para vender, não fazemos muitas vezes ideia do real trabalho que os produtos artesanais dão, até ficarem prontos.
Que orgulho da cidade do Porto, com esta gente que produz e que está resgatando algumas tradições tão especiais!
Vale a pena conhecer!


Para conhecer os sabões artesanais da ArteSana e saber mais histórias a volta do sabão, com a Susana Santos, vai encontrá-los
Aos Sábados:
na Praça Carlos Alberto, no Mercado Porto Belo.
E nos dias da semana:
no seu Atelier na Rua dos Caldeireiros, 226 - Porto.

E no Facebook: Saboaria e Cosmética ArteSana