domingo, 14 de outubro de 2018

Outono no Porto? Como aproveitar a estação mais bonita na cidade.

De meados de Setembro até Dezembro, a paisagem no Porto fica ainda mais especial.
O Outono  traz luz, folhas amarelas, vermelhas e as deliciosas castanhas! Por isso aproveite o que o Outono no Porto tem para oferecer.
A luz do Outono traz uma cor especial principalmente no pôr-do-sol. Por isso, os passeios até a Foz do rio Douro, ou nas praias do Porto e de Matosinhos ao fim da tarde são imperdíveis!


Mas onde quer que você esteja procure estar de olhos atentos durante o por-do-sol. Não vai se arrepender...


a luz do Outono é fantástica!!
O Centro Histórico do Porto é quase todo feito de granito, que durante o Outono vai se enfeitando de folhas amarelas, castanhas e vermelhas.
Tudo fica ainda mais fotogenico. Abuse das fotos!








Uma publicação partilhada por o Porto encanta | Rita Branco (@oportoencanta) a

Mas é nos parques, praças e jardins que temos a oportunidade de apreciar ainda mais a beleza da estação.
O Jardim de Serralves, o Parque da Cidade, os Jardins do Palácio de Cristal, são alguns dos locais que podemos observar bem as mudanças das cores das folhas.




O frescor das manhãs e dos fins de tarde, são totalmente esquecidos ao meio-dia, por isso ainda dá para aproveitar as mesinhas fora dos restaurantes, até porque além do sol, os aquecedores externos já começam a ligar por isso, enquanto as mesinhas estão no exterior, vale a pena abusar...


E o melhor. Outono é a estação das... castanhas! E elas estão em toda a parte no Porto.
Outubro, Novembro e Dezembro são os meses certos para comê-las. É a época das castanhas e elas são colhidas e vão diretamente para o assador.  Nestes meses elas são mesmo frescas. Caso contrário você corre o risco de comer castanhas congeladas e não tem o mesmo sabor.
No Outono a cidade tem um cheiro maravilhoso!




A tradição é inevitável e por isso no dia 11 de Novembro, dia de São Martinho é dia de comer castanhas e beber vinho novo. Veja mais sobre o dia em que todos comem castanhas no Porto: AQUI.

Aproveite para visitar as regiões vinícolas próximas do Porto. Em menos de uma hora está na região dos vinhos verdes e um pouco mais de uma hora está na região dos vinhos do Porto e do Douro.
A paisagem do Outono por entre as plantações de uva é linda!!

O hotel Monverde na região dos vinhos verdes é uma ótima opção para experiências no Outono, mesmo para quem não ficar hospedado. Veja: AQUI
Pode ver várias opções para visitar e se hospedar na região do Douro no Outono: AQUI


A paisagem no Vale do Douro transforma-se no Outono

Por isso, aproveite o que o Outono tem de melhor e deixe-se encantar pelo Porto na estação mais linda do ano!
Porque o Porto encanta... e o Outono também!

Vamos Passear no Outono do Porto? Veja: AQUI












Vem para o Porto e região?


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O Museu do Carro Eléctrico no Porto. Para conhecer ainda mais os charmosos eléctricos (ou bondinhos).

Falar dos charmosos eléctricos do Porto (conhecidos no Brasil como bondinhos ) é falar de uma parte da história da cidade, uma vez que o surgimento deste tipo de transporte está ligado com o crescimento do Porto em meados do séc. XIX. Antes deste período as pessoas no Porto tinham como meios de transporte os cavalos, os carros de bois e os barcos no rio Douro.
Com o desenvolvimento da cidade o espaço urbano também aumentou e surgiu a necessidade de transportes públicos que ligassem às várias regiões da cidade que foram surgindo mais afastadas do centro da cidade. É a partir daí que surge a história dos eléctricos do Porto. Por mais de cem anos vários estilos circularam pela cidade e podemos conhecê-los no Museu do Carro Eléctrico que encontra-se no mesmo edifício onde funcionava a antiga Central Termo-elétrica de Massarelos, às margens do rio Douro em direção à Foz e próximo da ponte da Arrábida.


Na fachada a sigla STCP - Sociedade de Transportes Colectivos do Porto.


Ao entrarmos no Museu do Carro Eléctrico do Porto, entramos numa viagem do tempo que se inicia com o Carroção que começou a circular em 1840, puxado por animais e servia na sua maioria para deslocar as famílias burguesas do centro do Porto até as praias da Foz...


Já em 1872 surgiram os Carros Americanos, que eram puxados por mulas e transportava 12 pessoas sentadas. Surgiu nos Estados Unidos, mas a partir de 1860 começaram a ser fabricados na Inglaterra.
O Porto foi a primeira cidade portuguesa a adquiri-los...


E a partir daí foram vários estilos, um mais charmoso que o outro. Todos expostos no Museu do Carro Eléctrico...


O eléctrico por um período também exercia a função de caixa de correio. Que incrível! O eléctrico passava e podíamos despachar nossa correspondência ali mesmo na inconfundível caixa vermelha.

com o passar do tempo, os carros foram se modernizando e as linhas ampliadas
O atrelado veio para adaptar a necessidade do transporte dos peixes, uma vez que as peixeiras iam da região de Matosinhos em direção ao Centro para vender os seus peixes. Uma solução para o espaço e para o odor não incomodar os demais passageiros...
era engatado no eléctrico e pronto! os peixes viajavam do lado de fora.

As linhas que circulavam nos tempos áureos do eléctrico...


Além dos simpáticos elétricos, o museu possui espaço para atividades escolares, eventos e palestras num edifício de arquitetura típica do início do séc. XX com paredes altas  e janelas amplas deixando a luz exterior entrar...



Ainda lá estão marcas da antiga Central Termo-elétrica que produzia a energia necessária para a circulação dos eléctricos.



Uma viagem no tempo que pode ficar ainda mais completa, quando utilizamos o eléctrico para passear pelo Porto vendo a cidade através da sua janela...


Atualmente os eléctricos  circulam em três linhas e fazem parte da paisagem...



Uma das linhas vai do centro da cidade até a Foz pela margem do rio Douro onde o mesmo desagua no mar. As outras duas linhas circulam por algumas ruas do centro histórico e aliviam duas grandes subidas que é a da Rua da Restauração (que liga a região de Massarelos até a região da Igreja do Carmo/ Jardim da Cordiaria/ Livraria Lello) e  a Rua 31 de Janeiro (que liga a região da Estação de São Bento até a região da Rua de Santa Catarina/ Praça da Batalha).
Um passeio que vale muito a pena fazer, principalmente em meses de menos afluência de turistas, já que em Julho e Agosto eles vão sempre cheios.
As crianças adoram! Mas os adultos também ficam impressionados com a excelente conservação deste tipo de transporte tão antigo...






Mas nem tudo é antigo nos eléctricos. Atualmente eles são interligados por um programa que através de um tablet, o guarda-freios (condutor) vê tudo o que está a acontecer nas 3 linhas...

Como muitos electricos circulam na sua maioria nas mesmas vias, é necessário esperar para que o que  vem no sentido contrário, entre na via necessária...



Coisa que há pouco tempo tinha que ser feita através dos telemóveis/celulares dos condutores. 


Fica uma dica para que este, continue sendo um dos transportes mais utilizados pelos turistas sem atrasos: evite andar a pé próximo das vias dos eléctricos e se estiver de carro, não estacione em hipótese alguma sobre essas vias. Caso contrário você estará impedindo-os de circular.

Em 2013, quando o Museu do Carro Eléctrico estava em reformas, fiz uma viagem muito diferente  através de um percurso repleto de animação e acontecimentos para também entender como era viajar no eléctrico de outro tempos...

Pode ver o post sobre essa viagem: AQUI
Se vem para o Porto não deixe de conhecer a cidade através desta viagem no tempo. Um passeio no eléctrico e uma visita ao seu Museu.
E se vive na cidade, vale a pena conhecer mais sobre este tipo de transporte que foi tão importante na história do Porto.

Veja mais detalhes sobre as linhas que circulam na cidade: AQUI

Vem para o Porto e região?







sábado, 29 de setembro de 2018

Do Porto para Amarante. Paisagem, Cultura e Gastronomia.

Dois meses depois da minha última visita a Amarante, voltei àquela cidade para descobrir mais dos seus encantos.
E nada como conhecer uma cidade com os seus locais para entender ainda mais porque vale muito a pena ir e ficar em Amarante, e não apenas passar por ela.
E foi com os locais João e Liliana, da empesa Inside Experiences que eu senti e entendi Amarante.
Engano meu pensar que Amarante é uma pequena cidade onde basta conhecer a Igreja e a ponte de São Gonçalo, um pouco mais e já está.
Amarante é muito mais, e inclusive é um Concelho (cidade) imenso!
Basta ir à Serra da Aboboeira que fica entre as montanhas do Marão e Alvão para perceber a sua grandiosidade. Ali adentramos por uma Amarante repleta de pequenas aldeias carregadas de histórias, lendas e tradições.


E a história começa há mais de 5.000 anos, quando povos nômades se instalaram na Serra da Aboboeira, encontrando um território granítico onde desenvolveram técnicas que permitiam o corte de imensas pedras, e ainda deixaram um patrimonio incrível de vários  Dolmens (estruturas que protegiam as antigas sepulturas) do período megalítico.


Ali ao pé da Serra da Aboboeira entramos no mundo do pintor Amadeo de Souza-Cardoso, pintor modernista, natural de Amarante que tem uma história de vida curta e bastante intensa.
Desde cedo partiu para Paris, e entrou em contato com os grandes pintores do início do século XX, ficando muito próximo de Modigliani, com quem dividiu exposições e realizou vários trabalhos lado a lado.
Amadeo Souza-Cardoso morreu muito novo, aos 30 anos, e talvez por isso não teve o protagonismo merecido.
No ano em que completa-se o centenário da sua morte foi emocionante percorrer alguns dos seus caminhos na sua cidade natal, como por exemplo os locais de onde surgiam as suas inspirações para pintar a imensa  paisagem de Amarante.




Esta experiência em contato com a natureza, só poderia terminar da melhor maneira. Com um piquenique recheado de produtos regionais e emoldurado pela belíssima paisagem.
Já no centro de Amarante, se existe uma paisagem que não cansamos de admirar é a vista das belíssimas ponte e igreja de São Gonçalo. Local de tamanha importância na história da região.
Mas desta vez, o passeio com a Liliana e o João, conduziu-nos a uns recantos onde o cenário é ainda mais encantador. Quase em cima do rio Tâmega.



veja mais sobre a história de Amarante: AQUI
E é exatamente no Museu Amadeo Souza-Cardoso que se tranformou o Convento da Igreja de São Gonçalo, um reduto  de algumas de suas obras e de muitos artistas modernistas.




e foi com os locais João e Liliana que descobri esta coleção de brasões aos fundos do Museu. Adoro!
Os caminhos de Amadeo Souza-Cardoso também passa pelo Restaurante Pena que está localizado numa antiga propriedade da família e onde o tio do pintor, Francisco José Lopes Ferreira (o tio Chico), o seu grande incentivador, criava os seus cavalos puro-sangue lusitano.

Hoje o espaço foi todo recuperado e tem como chef executiva, Cristina Manso Preto. Requinte e informalidade ao mesmo tempo que desfrutamos da gastronomia portuguesa com toques contemporâneos.



recordações...


E porque uma viagem preenchida de experiências passa também pelo turismo criativo, o grande e inspirador desafio foi terminar a visita à Amarante com um workshop de pintura inspirada nos traços de Amadeo Souza-Cardoso.



Desta vez a minha hospedagem em Amarante ficou a 3 kms do centro, na Aldeia do Tâmega, junto à natureza, num conjunto de 14 casas típicas de uma aldeia da região. Simplicidade, tranquilidade e muito mais!
Logo ali ao lado encontra-se o maior Parque Aquático da Península Ibérica, courts de tenis, campo de futebol, campo de golf, sauna e ginásio.

O pequeno-almoço/café da manhã é entregue todas as manhãs à porta. Faça sua reserva: AQUI

Cada vez mais, o Norte de Portugal a me surpreender!

Mais um mundo de experiências para desfrutar a partir do Porto, a apenas 50 kms.

Porque o Porto encanta... e o Norte de Portugal também.


Vem para o Porto e região?