sábado, 29 de setembro de 2018

Do Porto para Amarante. Paisagem, Cultura e Gastronomia.

Uma panorâmica da paisagem dos arredores de Amarante


Dois meses depois da minha última visita a Amarante, voltei àquela cidade para descobrir mais dos seus encantos.
E nada como conhecer uma cidade com os seus locais para entender ainda mais porque vale muito a pena ir e ficar em Amarante e não apenas passar por ela.
E foi com os locais João e Liliana, da empesa Inside Experiences que eu senti e entendi Amarante.
Engano meu pensar que Amarante é uma pequena cidade onde basta conhecer a Igreja e a ponte de São Gonçalo, um pouco mais e já está.
Amarante é muito mais e inclusive é um Concelho (cidade) imenso!
Basta ir à Serra da Aboboreira que fica entre as montanhas do Marão e Alvão para perceber a sua grandiosidade. Ali adentramos por uma Amarante repleta de pequenas aldeias carregadas de histórias, lendas e tradições.

E a história começa há mais de 5.000 anos, quando povos nômades se instalaram na Serra da Aboboreira encontrando um território granítico onde desenvolveram técnicas que permitiam o corte de imensas pedras, e ainda deixaram um patrimonio incrível de vários  Dolmens (estruturas que protegiam as antigas sepulturas) do período megalítico.


Pedras de granito da Serra da Aboboreira e jipe de aventura

Ali ao pé da Serra da Aboboreira entramos no mundo do pintor Amadeo de Souza-Cardoso, pintor modernista, natural de Amarante que tem uma história de vida curta e bastante intensa.
Desde cedo partiu para Paris e entrou em contato com os grandes pintores do início do século XX, ficando muito próximo de Modigliani, com quem dividiu exposições e realizou vários trabalhos lado a lado.
Amadeo Souza-Cardoso morreu muito novo, aos 30 anos, e talvez por isso não teve o protagonismo merecido.
No ano em que completa-se o centenário da sua morte foi emocionante percorrer alguns dos seus caminhos na sua cidade natal, como por exemplo os locais de onde surgiam as suas inspirações para pintar a imensa  paisagem de Amarante.

Casa em pedra com porta e portão vermelhos

Casa de pedra ladeada por espigueiros

Casa de granito com uma torre estilo medieval

Esta experiência em contato com a natureza, só poderia terminar da melhor maneira. Com um piquenique recheado de produtos regionais e emoldurado pela belíssima paisagem.
piquenique com produtos típicos da região do minho e de trás-os-montes

Já no centro de Amarante, se existe uma paisagem que não cansamos de admirar é a vista das belíssimas ponte e igreja de São Gonçalo. Local de tamanha importância na história da região.
Mas desta vez, o passeio com a Liliana e o João conduziu-nos a uns recantos onde o cenário é ainda mais encantador. Quase em cima do rio Tâmega.


Guia turística de Amarante

rio Tamega refletindo a igreja de São Gonçalo

rio tâmega, ponte e igreja de São Gonçalo e uma buga

E é exatamente no Museu Amadeo Souza-Cardoso que se transformou o Convento da Igreja de São Gonçalo, um reduto  de algumas de suas obras e de muitos artistas modernistas.

Quadro na entrada do Museu Amadeo Sousa Cardoso

Uma das salas do museu Amadeo Souza Cardoso

Algumas obras do Museu Amadeo Sousa Cardoso

ruínas do antigo Convento de São Gonçalo
e foi com os locais João e Liliana que descobri esta coleção de brasões aos fundos do Museu. Adoro!


Os caminhos de Amadeo Souza-Cardoso também passam pelo Restaurante Pena que está localizado numa antiga propriedade da família e onde o tio do pintor, Francisco José Lopes Ferreira (o tio Chico), o seu grande incentivador, criava os seus cavalos puro-sangue lusitano.

Hoje o espaço foi todo recuperado e tem como chef executiva, Cristina Manso Preto.
Requinte e informalidade ao mesmo tempo que desfrutamos da gastronomia portuguesa com toques contemporâneos.

mesas da esplanada do restaurante Pena em Amarante

Interior do restaurante Pena em Amarante

Fotos e objetos da decoração do restaurante Pena em Amarante
recordações...

Pratos e petiscos do restaurante pena em Amarante

E porque uma viagem preenchida de experiências passa também pelo turismo criativo, o grande e inspirador desafio foi terminar a visita à Amarante com um workshop de pintura inspirada nos traços de Amadeo Souza-Cardoso.

mesa com folhas de papel e canetas para fazer desenhos

workshop de pintura do Amadeo Souza Cardoso

Desta vez a minha hospedagem em Amarante ficou a 3 kms do centro, na Aldeia do Tâmega, junto à natureza, num conjunto de 14 casas típicas de uma aldeia da região. Simplicidade, tranquilidade e muito mais!
Logo ali ao lado encontra-se o maior Parque Aquático da Península Ibérica, courts de tenis, campo de futebol, campo de golf, sauna e ginásio.

tipos de casas de alojamento na Aldeia do Tâmega e mesa do pequeno almoço no jardim
O pequeno-almoço/café da manhã é entregue todas as manhãs à porta. Faça sua reserva: AQUI

Cada vez mais, o Norte de Portugal a me surpreender!


Mais um mundo de experiências para desfrutar a partir do Porto, a apenas 50 kms.

Porque o Porto encanta... e o Norte de Portugal também.


Vem para o Porto e região?

mãos em azulejos, experiências no Porto




Nenhum comentário:

Postar um comentário