Kimbrel Wines - Uma nova cara no Vale do Douro.
Desde que os monges da Ordem Cister se instalaram nos seus Mosteiros de Salzedas e em Tarouca durante o século XIII no Vale do Douro, e passaram a produzir vinhos, aquele lugar passou a ser de muitas pessoas. Trabalhadores, produtores, comerciantes, visitantes e proprietários de muitas, inúmeras Quintas.
Se durante os séculos XVIII e XIX a presença era marcada por britânicos e portugueses, atualmente, em pleno século XXI as novas caras do Vale do Douro, vem de vários países como por exemplo Brasil, França, Canadá e EUA. É do norte da América, mais precisamente de Napa Valley na Califórnia que veio David Sylvester, um produtor americano dos vinhos Kimbrel.
Como todas as boas histórias do Vale do Douro, a vinda do David para o Douro começa pela grande paixão pelos vinhos e pelo lugar.
Depois de visitar a região e se encantar, em 2022 David concretizou a compra de 30 hectares no Roncão em Alijó, uma pequena Quinta que desde os anos 1851 já havia pertencido a 3 famílias.
Quatro anos depois está a lançar a primeira gama dos seus vinhos feitos no Vale do Douro.
O lançamento aconteceu no restaurante Sala de Provas no Time Out Market Porto com vários convidados e com a presença do próprio David Sylvester e do seu enólogo Isaac Campelo, este nascido em Barcelos e que já passou por várias regiões vinícolas como Bordeaux, Austrália e Chile.
Estando em diferentes partes do mundo, como esta dupla se conheceu?
David Sylvester estava num jantar vínico aqui em Portugal quando conheceu o pai de Isaac Campelo, que também pertence ao mundo dos vinhos, mais precisamente, da região dos Vinhos Verdes.
Ao saber da procura do David por um enólogo, o pai que já tinha saudades que o filho retornasse a Portugal, indicou imediatamente o filho Isaac para tal desafio e pronto! Isaac retornou a Portugal e desde então mergulhou na complexidade dos vinhos do Vale do Douro, aceitando a proposta de David em introduzir tecnologia e rigor na produção seguindo o "estilo" Napa Valley.
Mas o Vale do Douro, tão tradicional e tão dono de si, é capaz de receber novas maneiras de fazer vinho? Este tem sido o grande desafio para toda a equipa da Kimbrel Wines. São várias nacionalidades envolvidas em 12 hectares de produção focada em micro-lotes.
Deixando as diferenças de lado e dando importância à produção de vinhos de excelência, estão todos envolvidos em valorizar também o espaço que receberá turistas para visitas e provas, além de uma futura construção de uma guest house. Reconstruindo muros de xisto, melhorando acessos e vivendo ao melhor estilo do Vale do Douro, com amor ao lugar e aos vinhos lá produzidos.
Os vinhos também tem histórias. A começar pelos nomes dos vinhos DOC Douro 2022:
Lameiro: feito com uvas de uma vinha que esteve abaixo de água e graças ao uso de um sistema de drenagem conseguiram colocar a vinha a produzir.
Laurioza: David Sylvester encontrou um mapa italiano do Vale do Douro e neste mapa conseguiu localizar a região do Roncão, denominada no mapa como Laurioza.
Mortórios: proveniente de vinhas localizadas em espaços que foram abandonados na época da filoxera e que no Vale do Douro são comumente chamados de mortórios.
O Porto Vintage 2023 fala por si, já é uma grande conquista para uma marca que se instalou no Douro em 2022.
E o Porto Tawny 50 anos é o resultado dos vinhos que estavam guardados naquele lugar desde 1851 até 2012 transformando-se num vinho com história, elegância e singularidade.
| foto: Krimble Wines |
E assim é feito o Vale do Douro. Pessoas que vão e que veem, deixam marcas num território único e que movidos por paixão, arriscam e dão continuidade a uma região que faz um dos melhores vinhos do mundo e que enchem os olhos de quem olha para aquela paisagem arrebatadora.
Porque o Vale do Douro...encanta! Damos boas-vindas à Kimbrel e vamos acompanhar a sua trajetória.

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