sábado, 16 de novembro de 2019

Casa São Roque. Um Centro de Arte.

fachada da Casa São Roque

E um parque lindo!

Quando visitei o Parque de São Roque em 2014, escrevi sobre a beleza daquele espaço verde em plena região urbana da cidade, praticamente ao lado do Estádio do Dragão, e fiquei encantada com a  casa  estilo palaciana que ali se encontrava em grande estado de abandono, mas com pormenores incríveis, marcas de um período de uma arquitetura típica do século XVIII.
Com azulejos únicos, tanto no interior (aquilo que consegui ver, através de janelas e portas entre abertas) como no seu exterior, nomeadamente as belas telhas em faiança, em todo o seu beiral.
Estava diante de uma típica casa da aristocracia portuense, a exemplo de muitas daquela época, e  muitas pertencentes à famílias produtoras de vinho do Porto. E todas elas, lindas!


De 2014 para cá muita coisa no Porto mudou, vários edifícios abandonados ou em estado de degradação estão a ser restaurados e a Casa São Roque, que pertence já há algum tempo à Câmara Municipal do Porto, foi totalmente recuperada e está linda!!


Jardim de Inverno da Casa São Roque

vitral com as letras R e P
as iniciais dos primeiros moradores: a família Ramos Pinto

A Casa

A casa que antigamente era conhecida como Casa Ramos Pinto é de 1759 funcionava como mansão e pavilhão de caça, o que era comum nas famílias burguesas da época, e pertencia à Quinta da Lameira, o que hoje é o parque de São Roque. No séc. XIX sofreu uma grande remodelação através de um grande arquiteto na altura, José Marques da Silva, que se inspirou nos historiadores franceses do séc. XIX e na art nouveau belga. Todos os pormenores desta casa de outros tempos lá estão, e só por isso já vale a visita.

escada e corrimão decorado

Piso hidráulico

espelho de parede trabahado

piso hidráulico e parede de azulejos

ambiente da Casa São Roque

corrimão decorado


mão segurando maçaneta


O Centro de Arte

Em Novembro de 2019, a Casa São Roque reabre para a cidade do Porto, agora com a proposta de ser um Centro de Arte Contemporânea e vai receber exposições temporárias, começando com uma série de exposições com o título A Casa e o Atelier, fazendo uma relação entre o lugar onde a arte é feita e o lugar onde a vida é vivida.
Na ocasião da minha visita, a exposição inaugural da Casa São Roque que ficará até 08 de Março de 2020, chama-se Inventória da artista portuguesa Ana Jotta.
As suas peças estão por todos os espaços da Casa, são objetos feitos de forma caseira e artesanal. Bordados candeeiros e peças de cerâmica, misturados com os pormenores fantásticos da própria Casa.

chão hidráulico e obra de arte

mesa com obras de arte na Casa São Roque

painéis artisticos na Casa São Roque


"Qual é a primeira coisa que fazemos quando deixamos uma casa ou mudamos para uma nova casa? É claro, fazemos um inventário. Um inventário tem uma potencialidade objetiva não-determinada. E o que fazemos a seguir? Instalamos-nos e decoramos a casa. São também estes os métodos de Ana Jotta. A casa torna-se uma obra de arte."

E assim chega ao Porto, o Centro de Arte Contemporâneo da Casa São Roque. Que para além do seu belíssimo interior, também tem pormenores no seu exterior, sem contar o imenso Parque de São Roque para ser explorado e desfrutado.

telhas em faiança no beiral da Casa São Roque

portão de entrada de jardim


O acesso ao Parque de São Roque é gratuito e fica a aproximadamente 500 metros da estação de metro Estádio do Dragão.
Existem vários  autocarros/ônibus que dão acesso à Casa São Roque.

Os horários e valores dos bilhetes e informações sobre a programação do Centro de Arte podem ser encontrados em: www.casasaoroque.art 

números dos autocarros na paragem
os autocarros que dão acesso à Casa São Roque 
Rua São Roque da Lameira, 2092
Campanhã - Porto


Vem para o Porto e região?

3 mulheres na estação de são bento




quarto de hotel no Porto




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