Arquitetura, arte e... sentimentos. No Cemitério de Agramonte.



Escultura num cemitério

Através de uma visita cultural

Conheci o Cemitério de Agramonte, um dos mais famosos da cidade, através de um Roteiro dos Cemitérios do Porto.
Esta visita cultural apresentou uma série de músicos e compositores portuenses ou não, que viveram e morreram na cidade onde dedicaram muitos anos da sua vida artística. 
Nomes ligados às fundações do Orfeão Portuense e do Conservatório Musical do Porto, que levaram para o mundo o talento artístico e musical, numa época de grande destaque cultural e artística da cidade.
Estão sepultados ali:  Miguel Ângelo Pereira, Cláudio Carneiro, César das Neves, Helena Sá e costa, Luiz Costa, Leonilde Moreira de Sá, Pedro Blanco, Nicolau Medina Ribas, e a famosa violoncelista que dá o nome à sala principal da Casa da Música, Guilhermina Suggia

Na belíssima capela do Cemitério de Agramonte, a historiadora de música Ana Maria Liberal apresentou-nos um resumo da vida, obra e contributo artístico que cada um destes músicos deu para a cidade do Porto. E onde tivemos a oportunidade de ouvir algumas peças importantes na trajetória de cada um deles, ao som da harpista Eleonor Picas, da violinista Lilit Dravtyan e do violoncelista António Oliveira...



Homem tocando violoncello numa capela


Música de muita qualidade enquanto apreciamos a beleza da capela do cemitério, que foi construída pelo Engº Gustavo Adolfo Gonçalves e Sousa e que recebeu uma obra de alargamento em 1906 pelo renomado arquitecto da cidade, José Marques da Silva.
Os lindíssimos frescos da cúpula da Capela-Mor foram pintados pelo italiano Silvestro Silvestri no início do séc. XX...


Pinturas na parede de uma capela

A seguir a visita segue em direção aos túmulos dos músicos referenciados...

Placa do túmulo de Guilhermina Suggia


Por entre as alamedas do cemitério vamos encontrando por lá vários nomes importantes da cidade do Porto...

Placas dos túmulos de Carolina Michaelis e Joaquim Vasconcelos

Placa do túmulo de Manoel de Oliveira

Túmulo da família Ramos PInto


Os Cemitérios Municipais do Porto são os únicos cemitérios de Portugal que pertencem à Association of the Significant Cemiteries in Europe e membros fundadores da Rota Europeia dos Cemitérios reconhecida pelo Conselho da Europa a 10 de Junho de 2010 (fonte: Câmara Municipal do Porto).

O Cemitério de Agramonte foi inaugurado em 1855 e vale a visita porque lá vai encontrar por entre alamedas arborizadas e floridas uma série de trabalhos de arquitetura e esculturas fantásticos. E lindos pormenores.


Esculturas num Tumulo de cemitério



Alameda, árvores e túmulos de um cemitério


Esculturas dentro de um túmulo

Gato andando por uma alameda de cemitério

candeeiro na parede de um cemitério


Sem esquecer que lá é um lugar de muitos sentimentos...

palavra saudade num túmulo

Escultura e azulejos com mensagem em um túmulo

grade de um portão de um túmulo com uma flor


Para os turistas que vão à Casa da Música, o Cemitério de Agramonte está ali bem ao lado e vale a pena também ser visitado. É uma oportunidade de descobrir peças de arquitetura e esculturas oitocentistas encomendadas por artistas e arquitetos renomados daquela época, para serem eternizadas, junto a entes queridos.

esculturas de túmulos de cemitério e parte do edifício da casa da Música no Porto




Porque os Cemitérios do Porto também... encantam!

Rua da Meditação, 80 - Porto
Metro: Casa da Música
































Comentários

  1. Estou escrevendo um texto sobre um cemitério italiano que faz parte da Association of the Significant Cemiteries in Europe. Adorei ler o seu post, Rita!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fantástico Luciana! Estou curiosa para ler o teu! beijos

      Excluir
  2. É lamentável que tenha ficado no esquecimento que Bernardo Valentim Moreira de Sá se encontra igualmente sepultado neste cemitério, no jazigo da Família Moreira de Sá, de resto classificado pela autarquia como "jazigo de Família ilustre". Um lapso a juntar ao verdadeiro nome da sua filha e pianista que era "Leonilda" e não "Leonilde", como erradamente foi colocado na lápide com que foi sepultada.

    Cumprimentos e desculpem a rectificação.
    Fernando Manuel Moreira de Sá Monteiro

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Hotéis e Alojamentos:

Booking.com

Ler Também é Viajar

Em www.bertrand.pt

O Porto encanta nas redes sociais: