quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Na Faculdade do Hospital para ver o... Museu!

O Museu de História da Medicina Maximiano Lemos, é um museu completamente diferente. Porque está dentro da Faculdade. Foi fundado em 1933 e que tinha o seu lugar na antiga Escola Médico-Cirurgica do Porto. Atualmente, trata-se de um museu que não tem a arquitetura própria de um museu, porque foi  instalado em 1960,  no próprio edifício da Faculdade de Medicina do Hospital São João, entendendo-se que o museu deveria funcionar no próprio local do ensino e do serviço de saúde pública da cidade. E ali encontramos um riquíssimo espólio que conta a História da Medicina no Porto...


No seu corredor central encontramos diversas pinturas à óleo que retratam os principais nomes ligados à história do ensino e da saúde...



Muitos documentos, livros, históricos dos alunos que passaram pela Faculdade de Medicina do Porto desde 1825, como por exemplo estas belíssimas pastas de cursos somente utilizadas pelos alunos finalistas...


Muitas histórias...


Instrumentos médicos e cirúrgicos de muitos anos atrás...




Muitos objetos utilizados por professores e médicos que por ali passaram...


Por entre as salas do museu vamos fazendo uma viagem no tempo da principais áreas da saúde...



Um espólio de instrumentos e aparelhos incríveis...





Os diferentes tipos de vestimentas dos profissionais de saúde de outros tempos...



Como esta, por exemplo, quem diria que estávamos diante de um médico?...


A visita guiada pela Diretora do Museu, a Dra. Amélia Rincon Ferraz, é rica em detalhes, devido à grande paixão que ela tem por toda a bela história da medicina que o museu pode nos proporcionar.
Aqui ela nos mostra a réplica fiel do gabinete do Professor Hernani Monteiro, autor de extensa e importante obra literária e que recebeu esta homenagem do fundador do museu, o próprio Maximiano Lemos, pela sua devoção na organização e instalação do Museu de História da Medicina...


Na última sala do museu encontramos diversos pertences de professores e alunos da faculdade, como anotações, canetas e pertences com histórias muito curiosas...



Nomeadamente os óculos de Camilo Castelo Branco, o famoso escritor, que também andou alguns anos ali pelo curso de medicina...


Uma sala com doses de humor retratado nas caricaturas dos professores e médicos que ali passaram...



E onde já podemos ter contacto com instrumentos e objetos mais atuais, porque a medicina não pára de evoluir e o que se pode estar usando num bloco operatório hoje, rapidamente pode virar um instrumento para ir para o museu...


Se é da área da saúde, esta é uma visita obrigatória.
E se é um apaixonado pela história da cidade, vai encontrar neste museu, passagens interessantíssimas ligadas a área da saúde mas que também estão ligadas a história do Porto. Vale a pena!

Museu de História da Medicina do Porto:
www.museumaximianolemos.med.up.pt

Visitas com marcação: tl. +351 225 513 615


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Vem para o Porto e região?



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Na Croft... o encanto das caves e os segredos das provas do vinho do Porto

Andar pelas ruelas das caves do vinho do Porto, é um passeio muito especial, há um post neste blog que diz a respeito, veja AQUI...

É por estes caminhos que encontramos as caves Croft, num edifício belíssimo que mantém a sua traça original para receber turistas e locais, para uma visita ao mundo dos vinhos do Porto...


Num ambiente muito acolhedor, esta cave convida para ficarmos por ali a apreciar a beleza do lugar, dos móveis e objetos antigos...






Aceitei o desafio da Croft para um prova de vinhos diferente, mas antes disso, fomos eu e os meus anfitriões, a Ana Sofia...


E o Daniel Oliveira...


fazer um tour por entre o fantástico mundo de uma cave de vinhos do Porto...


Além de conhecer mais sobres a história do grupo a que pertencem as caves e quintas da Croft, num passeio entre inúmeros barris, aprendi ainda mais sobre a magia de um vinho tão especial e tão único.
A começar pela importância da localização das caves ali em Vila Nova de Gaia, a 2 kms do mar, onde o rio Douro vai desaguar e de onde vem a umidade necessária para o armazenamento do vinho.
A relevância do granito na paredes....


da granilha no piso...


O tempo de armazenamento, as misturas para se chegar a um vinho de qualidade, as marcas nos barris, o carvalho francês para fazer este barris,  tudo tem um porque, tudo é importante para sair dali um bom vinho...



E lá estão os vinhos, à minha espera, para um novo desafio...


A Croft está lançando para os seus visitantes que queiram testar os seus conhecimentos ou ainda saber mais sobre os diferentes tipos de vinho do Porto, uma prova "às cegas"...


Com estes copos especiais  e acompanhada dos meus anfitriões, fui descobrindo e aprendendo novas experiências no que diz respeito a definir aromas, conhecer as técnicas para se provar o vinho, descobrir as sensações do paladar...


Apurar os sentidos e conversar com quem entende, ajuda e muito a sabermos a diferença entre um ruby e um tawny entre outros...



Consegui superar as minhas próprias expectativas...


E aconselho imenso para quem vem ao Porto e queira desafiar e ampliar os seus conhecimentos sobre o vinho do Porto, a fazer esta prova, é estimulante.
E também  para quem vive no Porto,  vale a pena conhecer mais sobre as caves e o vinho que é o representante maior desta cidade e do país.
Passar bons momentos, num ambiente acolhedor e desfrutar do nosso vinho que tanto encanta o mundo, não é apenas um programa para os turistas, é também para quem vive na cidade!


Vinho do Porto Croft: www.croftport.com

Informações sobre as visitas e reservas para provas especiais:
Ana Sofia Borges
ana.sofia@croft.pt
tl. +351 223 742 800




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A experiência "O livro que ninguém leu"

O convite era no mínimo curioso... uma visita encenada baseada num livro da Biblioteca da Casa do Infante que é hoje o Arquivo Histórico do Porto...


E a curiosidade levou-me à Casa do Infante.
Apresentado pelo pessoal da Associação Cultural Panmixia, o tema do "livro que ninguém leu"  eram as marcas encontrada nos muros, nas portas da cidade de outras épocas...



Muitas destas marcas ainda vemos nas paredes dos edifícios do centro histórico...



E começou então, uma viagem no tempo.
Uma vez que estávamos na casa onde segundo a tradição, em 1398 teria nascido o Infante Dom Henrique, patrono dos descobrimentos portugueses...


A ideia era voltarmos aquele ano, e criarmos na nossa imaginação, algum antepassado que tivesse vivido no tempo em quem nasceu o Infante  D. Henrique.
A maior surpresa, foi saber que iriamos nós mesmos, em pequenos grupos, interpretar os nossos antepassados criados na nossa imaginação, através de uma pequena encenação teatral.
Sim! Um grupo de pessoas que na maioria não se conheciam, em poucos minutos tiveram que descobrir suas aptidões para as artes cenicas.
O meu grande desafio: vinda de uma país que apenas surgiu em 1500, foi tentar ir um pouco mais atrás, no ano de 1394. Restou-me buscar inspiração no meu avô carpinteiro de Trás-os-Montes.
Começou então o aquecimento e a interação entre as pessoas...



E em poucos minutos, uma agradável surpresa... os pequenos grupos rapidamente conseguiram viver cenas e personagens de séculos atrás...





Embarquei toda contente nesta viagem, conheci pessoas, aprendi mais sobre a história, costumes e gentes do Porto e me diverti com a boa disposição e o humor dos portuenses...



Se vai estar no Porto, nas próximas datas (ver no cartaz acima) do "Livro que ninguém leu", e quiser participar, basta se inscrever por e'mail ou por telefone. Nem todas as visitas encenadas, terão este formato. Será sempre uma surpresa! Porque o Porto é assim... encanta e surpreende.