quarta-feira, 23 de julho de 2014

Conhecer mais o vinho do Porto LBV, Late Bottled Vintage. No Porto Wine Fest

O Porto Wine Fest deste ano, foi novamente uma grande festa à volta do vinho do Porto, às margens do rio Douro, de frente para o Porto.
Como nos outros dois anos que aconteceram este evento, as pessoas adoram estar por lá.
Encontrei vários amigos, leitores do blog e parceiros e todos tem a mesma opinião. É um ambiente que se está bem...



Provar vinhos, comer, ouvir boa música e conviver, foi assim durante 5 dias intensos.
Mas também se aprende muito no Porto Wine Fest. Uma série de aulas práticas, demonstrações de culinária, conversas com quem entende de vinhos, provas comentadas, muita coisa acontece neste evento.

Este ano decidi mostrar um pouco do lado "educativo" do Porto Wine Fest.
Assisti uma prova temática sobre os vinhos do Porto LBV, com o enólogo José Silva...


que através de uma linguagem muito simples e fácil de perceber, transmitiu alguns conhecimentos básicos, outros mais específicos sobre esta categoria especial do vinho do Porto e não só.


Sala cheia, todos atentos...


O José Silva, começa por dar uma rápida explicação sobre as categorias do vinho do Porto.
Os Tawny, são vinhos do Porto tinto com envelhecimento mais rápido, tem uma cor mais clara e que também são classificados como Reserva, 10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos.
Os Ruby, são também tintos, onde se procura manter uma cor vermelho mais forte, com característica de vinho jovem. Esta categoria ainda pode receber a classificação Reserva, LBV e Vintage.
O Vintage é a categoria superior do vinho do Porto. Um vinho Vintage significa que foi produzido através da colheita de um só ano, e que este ano foi  excepcional para a produção de vinhos do Porto, por uma série de fatores. É o único vinho do Porto que envelhece depois de engarrafado. Tendo sido armazenado em barris/cascos no máximo 2 a 3 anos. Depois de engarrafado o Vintage vai evoluir sempre, inclusive vai mudando a sua cor para  o castanho.
Um vinho do Porto só pode ser declarado Vintage pelo Instituto do Vinho do Porto e do Douro, que o faz através de uma cerimonia, depois  de ter passado por todas as devidas avaliações.
O José Silva, faz questão de ressaltar que o Vintage 2011 é o melhor vinho do Porto de sempre. Devido a sua qualidade excepcional, a garrafa deste vinho, vem a cada ano que passa sendo ainda mais valorizada.

Mas como o assunto desta prova temática são os LBV, ficamos a saber que este vinho, Late Bottled Vintage também é de excelente qualidade, ficando apenas abaixo dos Vintage...


Os LBV, são engarrafados mais tarde do que os Vintage, aproximadamente 6 anos depois da sua colheita também de um só ano. Depois de engarrafados deixam de envelhecer e já estão prontos para serem consumidos. Mas há alguns LBV que contém a descrição: Unfiltered, no seu rótulo. Estes continuam o envelhecimento na garrafa.

Entre uma prova e outra vamos conhecendo características de 6 marcas de LBV dos anos 2008 e 2009...


Com o Porto à nossa frente...


Cada vinho com a sua personalidade e que pode variar muito com o gosto pessoal de cada um e também com o que vai ser acompanhado. Normalmente estes vinhos vão bem com queijos fortes, chocolate e harmonizam também com um bom charuto.

Mas o Jose Silva também passou dicas importantes, principalmente para usufruirmos melhor de tudo que um bom vinho do Porto tem para nos oferecer.

Guardar o vinho por exemplo, é um fator muito importante uma vez que o vinho é sensível à luz e à oscilação de temperatura.
E por falar em temperatura, um vinho do Porto, não deve ser servido quente, porque só vai trazer aroma de álcool no nariz e sabor muito doce à boca.
O vinho do Porto deve ser servido fresco, numa temperatura entre os 14 e 15 graus, assim podemos aproveitar ao máximo o prazer que o vinho tem pra oferecer.



O copo ideal para se beber um vinho do Porto é este...


 porque permite preservar os seus aromas.

Mexer o copo para conseguirmos identificar estes aromas também é importante...


e ainda que para alguns possa parecer estranho, meter o nariz dentro do copo também faz parte deste ritual para podermos ir buscar todos os aromas do vinho...


ao levarmos o vinho à boca, o ideal é fecharmos a boca e fazermos a lingua andar de um lado para o outro com o vinho para que as informações sejam remetidas ao nosso cérebro e assim termos uma melhor percepção dos sabores...


E assim, entre provas e aprendizagem em tom de boas conversas, foi possível conhecer mais sobre o mundo dos vinhos do Porto, nomeadamente dos LBV...


Encerrando com um pedido muito especial do José Silva. e que eu subscrevo:
Para que todos visitem o Douro Vinhateiro, um lugar especial onde se produzem estes vinhos tão especiais.
Eu costumo chamar de o Santuário do Vinho.


Porque o Porto, o seu vinho e o Douro... encantam!


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