segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Favola d'Argo, os encantos da música erudita no Porto.

A  apresentação do ensemble Favola d'Argo, no final de Novembro na belíssima Igreja dos Carmelitas, foi de encher os olhos...




 e os ouvidos...




O Favola d'Argo é composto por jovens músicos provenientes de Portugal, Espanha e Itália com formação nos mais importantes centros europeus: O ESMAE - Escola Superior de Música, Arte e Espetáculos do Porto; o Conservatorio di San Pietro a Majella de Nápoles e a ESMUC - Escuela Superior de Musica de Cataluña e especializaram-se na interpretação histórica da música antiga. 
São uma espécie de arqueólogos da música, estudam os repertórios ao pormenor. Quando escolhem um edifício emblemático para se apresentar, investigam a história daquele lugar para chegar à escolha das músicas que farão parte do programa. 

Para o concerto "Salve Regina",  apresentado na Igreja dos Carmelitas, o Favola d'Argo apresentou um programa onde a estética musical foi feita para aquela Igreja. Um autentico trabalho de estudo musical...



Poucas horas antes do concerto, numa conversa muito agradável com a soprano Rosana Orsini, conheci mais sobre esta formação, a começar pela escolha do nome do ensemble... Favola d'Argo.


| O nome Favola d’Argo inspira-se na mítica viagem dos Argonautas a bordo da nau Argo dentre cujos heróis e semideuses encontrava-se Orfeu, que cadenciava os remos valendo-se do dom da música que lhe fora conferido pelo pai – Apolo, dissuadindo igualmente os navegantes de deixar-se seduzir pelo canto das sereias. A sereia Partenope, por sua vez, que, a exemplo de Orfeu, também tangia a lira, fundaria a cidade da música, que na origem tomar-lhe-ia o nome, para converter-se mais tarde em Nápoles. Segundo outro mito sobre os Argonautas, Hércules igualmente integrava a expedição comandada por Jasão, por quem fora encarregado de buscar a Barca Nona que havia-se desgarrado da frota em função de uma tempestade, aportando náufraga à costa da Catalunha, onde o filho de Zeus fundaria a cidade de Barcelona. Ao herói é ainda atribuída a separação dos dois rochedos – monte Calpe (Espanha) e monte Ábila (África) – conhecidos posteriormente como colunas de Hércules, que abririam a passagem do Mediterrâneo ao Atlântico. Favola d’Argo evoca metaforicamente o mito de Argo: a música cadenciada dos remos de Orfeu, que Partenope leva a Nápoles e que a bravura de Hércules aporta à Península Ibérica, deixando-lhe abertos os caminhos a Portugal e ao novo mundo |

Isto é lindo e emocionante. Como a música do Favola d'Argo.



A soprano Rosana Orsini e o organista Marco Brescia vivem há 6 anos em Portugal, um ano e meio  no Porto, depois de terem vivido em Londres, Nápoles e Barcelona:



Os outros músicos dos outros países, juntam-se nas apresentações e estudos do repertório do Favola d'Argo. São eles, o I Violino Denys Stetsenko, II Violino Meritxell Genís, Viola Núria Pujolàs, Violoncelo Carlos Montesinos e Contrabaixo  Oriol Casadevall.






Com o intuito de fazer apresentações em edifícios emblemáticos e do Patrimonio Histórico do Porto, o ensemble Favola d'Argo quer resgatar e trazer ao conhecimento do público o riquíssimo repertório comum ao espaço musical e artístico ibero-italiano.


A vida cultural do Porto certamente vai ficar mais enriquecida com as apresentações da música erudita do Favola d'Argo nos espaços mais emblemáticos da cidade!

Acompanhe a página do "o Porto encanta" no Facebook (facebook/OPortoencanta) para saber sobre as próximas apresentações do Favola d'Argo.

Aqui um pequeno vídeo de uma apresentação em 2011 da soprano Rosana Orsini e alguns dos elementos da nova formação do ensemble Favola d'Argo, para poder conhecer a riqueza da qualidade destes jovens músicos:





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