quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As árvores e as moradias palacianas...


É uma rua completamente fora do circuito turístico, por estar numa zona tradicionalmente residencial, mas que cada vez que eu por ali passo, não me canso de admirar tantos detalhes.
A começar pela belíssima alameda central. Durante o Inverno, as silhuetas das árvores ficam incríveis ...


O nome é grande, mas é conhecida apenas como Avenida dos Combatentes...


Num percurso super rápido atravessamos a pé, toda a sua extensão que vai da estação do Metro Combatentes...


Até a Igreja de Santa Justa, já com o Estádio do Dragão à vista lá a frente...


As calçadas portuguesas presentes inclusive nos vãos centrais dedicados às travessias, são um charme...



Nesta rua, foram construídas no início do século XX até o período pós-guerra, casas que eram verdadeiros palacetes, onde viviam  famílias burguesas. Era  uma zona considerada  nobre, um bocado mais afastada do centro urbano da cidade. E ainda hoje, quase que todas as casas são residenciais, ao contrário de algumas ruas da cidade onde muitas moradias passaram a ser comerciais.

É curioso andar por lá e observar o estilo arquitetônico de cada uma delas.







Ricas em diferentes detalhes...






Com jardins imensos, cheios de estátuas, bem ao estilo daquela época...


E eis que, diferente de tudo o que está ali em se falando de arquitetura, foi construída entre 1967 e 1970 uma casa  projetada pelo importante arquiteto portuense, Álvaro Siza Vieira.
Diferente porque: na época dos palacetes burgueses, todas aquelas janelas e varandas viradas para a rua, eram usadas somente para assistir as procissões religiosas, no mais, aquelas famílias, não tinham contacto com o exterior, viviam na comodidade da intimidade familiar.
E por isso Siza Vieira, numa projeto arrojado, construiu uma casa sem aberturas para o exterior...


Seguiu-se o contexto burgues, ... sem contacto com a rua. Por isso não era preciso aberturas para a rua. Pergunto eu: seria um projeto de protesto?
O certo é que a casa está totalmente voltada para o jardim e para as áreas de convívio familiar, mantendo o costume do local. (informações: www.casamanuelmagalhaes.blogspot.pt)

E como o tempo não pára, está surgindo um condomínio de luxo, naquele que talvez seja o maior de todos os terrenos, porque ocupa um quarteirão inteiro e onde era antigamente a "Casa dos Cepedas", conhecida também como Quinta Amarela. E que segundo os construtores, serão mantidos as fachadas da casa principal e alguns outros detalhes daquela época...


E por entre as árvores despidas pela força do Inverno e os palacetes burgueses, podemos contemplar ao mesmo tempo, a beleza "construída" pela natureza na alameda central e as imensas casas contruídas pelos homens nos dois lados da Avenida dos Combatentes.









Prá quem gosta de conhecer lugares fora do circuíto turístico e também observar diferentes estilos arquitetonicos de moradias tradicionais burguesas.
Pode ainda fazer uma pausa no Café Velásquez mesmo ali ao lado na Praça também conhecida por Velásquez, onde vai encontrar pessoas que vivem e trabalham na região, quase sem turistas ou agitações.
Com exceção dos dias de jogos de futebol no Dragão...

Av. dos Combatentes.
Linha Amarela do Metro
Estação: Combatentes

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