sexta-feira, 26 de maio de 2017

Do Porto para... a Braga Romana.

Todos os anos em Maio, a cidade de Braga, que fica a aproximadamente 50 kms do Porto, volta a ser a Bracara Augusta, a cidade que foi fundada pelos romanos há mais de 2.000 anos, e veste-se de Braga Romana, uma festa que traz para a cidade as recriações da sua história no período romano...



O Centro Histórico de Braga transforma-se e recebe milhares de turistas e locais.






Agora em 2017, acontece a 14ª edição e pela primeira vez, fui ver como é a festa mais importante da capital do Minho.
O universo romano toma conta da cidade. Os locais participam intensamente e tudo nos remete à Bracara Augusta, um território que foi ocupado pelo povo indígena Bracara, conquistado pelos romanos sob o comando do imperador César Augusto. 

o fundador de Bracara Augusta

Muitos vestígios romanos são encontrados em Braga, e surgem a cada dia, a cada escavação.
Tive a oportunidade de conhecer muitos deles num tour que fiz o ano passado pela cidade...

pode ver neste post AQUI vários desses vestígios

Muitos desses lugares podem ser visitados nos dias da Braga Romana.



Andar pelo Centro Histórico de Braga nestes dias é uma autentica viagem no tempo...





Há muita animação e as recriações históricas acontecem a toda hora.  As escolas levam os seus alunos para conhecerem parte da história da sua cidade em pleno universo romano...




Há música e dança por toda a parte!




E claro... muita comida e muita bebida. Bem ao estilo do Norte de Portugal!





a minha sangria e o pão com carne de porco grelhada (delícia!!)

os tradicionais crepes artesanais
os restaurantes na rua da sé de Braga, transformam-se em "tasquinhas romanas"
Ninguém pode sair da Braga Romana sem antes provar o Hidromel, considerada a primeira bebida alcoólica feita pelo homem...



Mas há de tudo um pouco por lá...



segundo a tradição, na Braga Romana, a ginginha não pode ser servida em copos de chocolate, porque na época dos romanos não existia chocolate.
A programação da festa é extensa e à noite, as encenações ganham beleza e emoção nos palcos iluminados.



Um excelente dica para quem está no Porto e na região Norte por estes dias.
Braga fica a apenas 40 minutos de carro ou a uma hora de comboio a partir do Porto.

Se estiver programando a sua viagem para esta região, já sabe: em Maio, há Braga Romana... em Braga.

Porque as festas em Portugal... encantam!




segunda-feira, 22 de maio de 2017

Do Porto para Ovar. A Cidade-Museu Vivo de Azulejos.

Quem atribuiu esta expressão à cidade de Ovar, foi o museólogo Prof. Rafael Salinas Calado, que foi o primeiro diretor do Museu Nacional do Azulejo.
Basta um passeio pelo centro de Ovar, para ter a certeza que ali existem exemplares belíssimos da azulejaria portuguesa. Um museu à céu aberto!
Eu que sou uma apaixonada por azulejos, me encantei com Ovar e com o trabalho fantástico de preservação e restauro feito pela Câmara Municipal, através da proximidade com os locais, os turistas e a ação educacional feita também com as crianças.
Ovar não tem mais azulejos do que o Porto, Lisboa ou Aveiro, mas tem orgulho de ser a única cidade do país que possui um Atelier de Conservação e Restauro do Azulejo (ACRA). E na minha visita, à cidade, através de um percurso turístico, organizado pelo Turismo de Ovar, pude entender a importância deste patrimonio que é a imagem de marca da cidade.

Os azulejos estão por toda a parte. Nas fachadas dos séc. XIX e XX dos edifícios, das igrejas e não só...







 A começar pela estação de comboios/trens, que é uma ótima opção para quem quer ir a Ovar a partir do Porto, são apenas 30 minutos de viagem, e lá estão os belísssimos painéis a mostrar cenas que representam a cidade e a sua gente...




Todas as placas com os nomes das ruas de Ovar são assim...

feitas com azulejos
as marcas do tempo estão em muitas das fachadas...


o charme e o cuidado também...



Rua do Azulejo é o nome do percurso que o Gil, um dos técnicos responsáveis pela restauração e conservação dos  azulejos de Ovar, vai conduzindo e falando sobre a história dos azulejos, as técnicas utilizadas para produção, as principais fábricas de azulejos no Norte do país e principalmente, vai explicando a arquitetura muito típica do centro da cidade e a preocupação que o ACRA tem em manter não só os azulejos nas fachadas, mas também uma estética harmoniosa, o que justifica cada vez mais, o nome de Cidade- Museu Vivo de Azulejos.

Andar pelas ruas de Ovar é mesmo como se estivéssemos num museu. A variedade de padrões é imensa!


Pura obra de arte!






Um edifício que já foi um antigo moinho e uma antiga fábrica de papel, que foi totalmente restaurado, é hoje um espaço totalmente dedicado aos azulejos. Um lugar para exposições, workshops e palestras, e onde se encontra o Espaço Lúdico do Azulejo, um serviço educativo que recebe 1500 crianças/ano vindas de todas as partes do país para aprender sobre azulejos...brincando.




aqui uma exposição de trabalhos feitos pelas crianças, que criaram fachadas típicas de Ovar com azulejos...



No mesmo edifício deste Espaço Lúdico, encontra-se o Atelier de Conservação e Restauro do Azulejo (ACRA), que faz um trabalho incrível no sentido de preservar este patrimonio tão importante não só para a cidade como para o país. Há todo um esforço para que os azulejos das fachadas, tanto dos edifícios públicos como locais, sofram o mínimo de alterações. Por isso, na maioria dos casos, são eles que retiram os azulejos das fachadas, levando-os para este Atelier para serem restaurados.


um trabalho ao pormenor... fantástico!


Ali, o turista que participa do Rua do Azulejo, pode terminar o percurso pintando o próprio azulejo.
Fiz a minha experiência...



Mas neste caso, isto serviu-me apenas para chegar diante de um patrimonio exuberante, a Igreja Matriz de Válega e dar o devido valor àquela obra de arte!


Lindíssima!!


Esta igreja começou a ser construída em 1746 e demorou mais de um século para ser concluída.
Em 1960, a sua fachada e o interior, foram totalmente cobertos com azulejos policromáticos, produzidos na fábrica Aleluia, de Aveiro.
Presente oferecido por um morador de Válega, o Comendador António Augusto da Silva.
Um presente para a localidade e para o país. Uma obra de arte ali, a 4 kms do centro de Ovar...




E em sentido norte, a 10 kms do centro de Ovar, a Igreja Matriz de Cortegaça também é uma obra de arte a céu aberto!


Se é um admirador dessa arte tão portuguesa,  não pode deixar de conhecer esta cidade que é um autentico museu de azulejos.

A arte urbana também faz homenagem aos azulejos em Ovar. Muito próximo do Mercado Publico da cidade é possível ver uma série de trabalhos feitos por vários artistas em grafite...





Deixe-se encantar pelas ruas de Ovar!

Mas Ovar não é só azulejos. Em outros posts vou falar mais sobre esta cidade tão próxima do Porto e com tantas coisas interessantes. Acompanhe!


www.cm-ovar.pt