quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Há cor, num cenário tão cinzento... e é arte urbana!

Todos estão de acordo. Este ano, o Inverno no Porto está demasiado cinzento... chuvoso.
A paisagem tem praticamente a mesma cor...


Tem a sua beleza...
Mas fica melhor ainda quando botas gigantes e coloridas aparecem para se destacar no cenário.



Trata-se de uma instalação de arte urbana  chamada Take a Walk do artista plástico britânico Anthony Heywood. Duas botas de dimensões imensas feitas de botas usadas que foram doadas por todo o país para este trabalho. E deram um colorido à Praça D. João I na Baixa do Porto, bem em frente ao Teatro Rivoli.



Anthony Heywood em suas obras, trabalha materiais "pobres" produtos da cultura de massa, e transforma-lhes o sentido. Numa espécie de contra-cultura. Em residência artística em Lisboa, realizou esta escultura com a assistência de 4 alunas  da Faculdade de Belas Artes. Que ficou exposta em Lisboa e agora está no Porto.

foto:http://ucpmultimedia.wordpress.com
Esta obra Take a Walk "explora a inércia do dia a dia em contraponto com a mobilidade sustentada e quer convidar as pessoas a explorar  a pé, os centros urbanos".


Uma das peças mais famosas deste artista britânico, ficou exposta em 2004 em Sidney na Austrália e foi um elefante feito todo com antigos televisores, e tinha o objetivo de chamar a atenção para a matança dos elefantes no continente africano...

foto: google.com
E o Porto é assim mesmo... oferece-nos a oportunidade de apreciar obras artísticas, intervenções urbanas, nacionais e internacionais... nas praças!


E que ajudam a transformam a paisagem cinzenta do Inverno!




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vem aí a 10ª edição do Essência do Vinho... Programe-se!

Para quem está programando o que fazer no fim de semana do Carnaval, a dica é vir ao Porto ou... ficar no Porto, para quem já cá está.
É porque de 07 a 10 de Fevereiro acontece o Essência do Vinho.
A maior experiência do vinho em Portugal.



O Essência do Vinho é um evento especial.
É especial porque acontece num dos mais belos edifício do Porto (se não for o mais belo)... o Palácio da Bolsa.


É especial porque é um evento para quem conhece muito sobre vinhos, para quem conhece nada ou quase nada,  mas gosta de aprender e para quem aprecia vinhos.

Mas este ano vai ser ainda mais especial. Porque para comemorar a sua 10ª edição, a organização garante um programa... especial.
Mais de 350 produtores nacionais e estrangeiros, apresentarão mais de 3.000 vinhos em prova.
Mas algumas destas provas vão ser únicas!
Como por exemplo a que acontecerá no primeiro dia do evento: "Vinhos do Porto de Sonho".
Está prova reunirá seis vinhos do Porto raríssimos, alguns que custam 3.000 euros a garrafa...


Diversas provas comentadas por grandes especialistas. Conversas com enólogos, somelliers, produtores e críticos de vinho vão acontecer em diversos horários durante os quatro dias.
Chefes renomados de restaurantes com estrelas Michelin, como por exemplo, Yayo Daporta da Galiza, serão desafiados a preparar pratos especiais para harmonização com determinados vinhos.
E ainda vamos conhecer através de um juri internacional os "Top 10 vinhos portugueses".


Entre tantas outras provas interessantes vamos apreciar o duplo prazer do  vinho do Porto e o charuto cubano, saber mais sobre os espumantes brasileiros, aprender sobre os vinhos colheita tardia e confirmar que o vinho à copo é fashion.
Motivos mais do que especiais para se estar no Porto...






Programa completo: 


Para visulizar melhor pode ver: aqui

Horários:
dias 07 e 10/02: das 15 às 20 hs
dias 08 e 09/02: das 15 às 21 hs
Preço: € 16,00 por pessoa (desconto de €2,00 para quem apresentar comprovativo de viagem do Metro do Porto)

| fotos e informaões: Essência do Vinho |

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma nova vista da cidade do Porto...

Quando estamos na ribeira do Douro, em frente à Ponte D. Luis, aquele monumento lá ao alto chama a atenção de todos.
É o Mosteiro da Serra do Pilar...


À noite então, ele é belíssimo...


Até o fim do ano passado, este monumento era fechado ao público. Que só podia conhecer o seu exterior, e ver a cidade de lá era e é uma vista linda. Mas agora podemos visitá-lo, conhecer o seu interior e subirmos ao zimbório para vermos o Porto lá do alto... muito alto.


E que vista!

O Mosteiro da Serra do Pilar, Patrimonio da Humanidade, é um espaço que pretende ser a porta de entrada para o  patrimonio e diversos monumentos existentes na região Norte de Portugal.
Foi aberto a bem pouco tempo para visitas guiadas no seu interior, onde podemos conhecer a linda igreja redonda, onde encontra-se uma imagem da Nossa Senhora do Pilar, que deu nome ao lugar...


Uma igreja redonda que tem o seu altar no centro, onde são celebradas as missas, num ambiente quase que acolhedor, não fosse a grandeza à sua volta...


Uma riqueza de detalhes...



A cúpula é fantástica, altíssima... e é para lá que vamos ver o Porto... lá do alto...


Primeiro passamos pela porta da sacristia que apresenta lá no alto uma inscrição referente ao terramoto de 1755 que devastou Lisboa e que também se fez sentir na Serra do Pilar...


Subimos aproximadamente 100 degraus... numa escada típica da época (o Mosteiro foi construído entre 1537 e 1692)...


Pausa para ver a igreja, através das grades na escada ...


E chegamos ao zimbório, o lado externo da cúpula, onde temos à nossa disposição 360º de vista sobre as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia...


O que há muito tempo pertencia à Igreja e aos monges, hoje é patrimonio do Estado, e é o Exército que está ali instalado. Por isso, as visitas guiadas são sempre acompanhadas de um militar, pronto para nos dar informações e nos direcionar, assim como os técnicos que nos acompanham... são todos muito atenciosos e estão prontos para nos fornecer todas as informações sobre o local e a sua história...



E voltando à vista, a vontade é de ficar ali horas a olhar e descobrir os detalhes do Porto nesta nova perspectiva...


Com as gaivotas como companhia...



E lá ao longe dá para ver inclusive o terraço da Casa da Música e o alto do Monumento na Rotunda da Boavista (ver sobre este monumento: aqui):



As torres da Igreja do Bonfim...


E lá.... embaixo, a marginal do rio Douro:


E o Jardim do Morro...


Acima, apenas o lanternim...


E por fim, ao descermos vamos conhecer o belíssimo e único Claustro Redondo do país, sendo que na Penísula Iberica, só existem dois, o outro encontra-se em Alhambra em Granada, no Palácio Carlos V...


E é assim que o Patrimonio a Norte, convida à visita e ao conhecimento dos mais importantes patrimonios e monumentos do Norte do país.
Com direito a passaporte e carimbo por onde passou (ao estilo do Caminho de Santiago de Compostela)... Eu já tenho o meu primeiro carimbo:




Fica esta dica de visita obrigatória.
Se você vem ao Porto, ou se vive na cidade, tem que vê-la à partir do zimbório do Mosteiro da Serra do Pilar.
Horário diário:

26 Março (semana Santa) – 30 de Junho 9h30-18h30
1 de Julho – 31 de Agosto 9h30-19h00
1 de Setembro – 31 de Outubro 9h30-18h30
1 de Novembro – 31 de Março ou semana Santa 9h30-17h30

Encerramento semanal à segunda feira.
Encerramento nos seguintes feriados:
1 de Janeiro, domingo de Páscoa, 1 de Maio, 25 de Dezembro
Encerramento no Dia da Unidade (efeméride militar): em 2013 será dia 10 de Maio

Horário das visitas à igreja e ao zimbório: 10:30/11:30/12:30 / / 14:30/15:30/16:30/17h30*/18h*
*Durante o horário de Verão ( informações: Patrimonia a Norte/Mosteiro Serra do Pilar)

As visitas guiadas acontecem de hora em hora
Custo: € 3,00
com 50% desconto para maiores de 65 anos e portadores do Cartão Jovem

Mais informações:
Facebook/Patrimonio a Norte
www.culturanorte.pt

Metro: linha Amarela
Estação Jardim do Morro
Ou à partir da Estação de São Bento, vale a pena atravessar a Ponte D. Luís à pé.
Pelo passeio e pela vista!










quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As árvores e as moradias palacianas...


É uma rua completamente fora do circuito turístico, por estar numa zona tradicionalmente residencial, mas que cada vez que eu por ali passo, não me canso de admirar tantos detalhes.
A começar pela belíssima alameda central. Durante o Inverno, as silhuetas das árvores ficam incríveis ...


O nome é grande, mas é conhecida apenas como Avenida dos Combatentes...


Num percurso super rápido atravessamos a pé, toda a sua extensão que vai da estação do Metro Combatentes...


Até a Igreja de Santa Justa, já com o Estádio do Dragão à vista lá a frente...


As calçadas portuguesas presentes inclusive nos vãos centrais dedicados às travessias, são um charme...



Nesta rua, foram construídas no início do século XX até o período pós-guerra, casas que eram verdadeiros palacetes, onde viviam  famílias burguesas. Era  uma zona considerada  nobre, um bocado mais afastada do centro urbano da cidade. E ainda hoje, quase que todas as casas são residenciais, ao contrário de algumas ruas da cidade onde muitas moradias passaram a ser comerciais.

É curioso andar por lá e observar o estilo arquitetônico de cada uma delas.







Ricas em diferentes detalhes...






Com jardins imensos, cheios de estátuas, bem ao estilo daquela época...


E eis que, diferente de tudo o que está ali em se falando de arquitetura, foi construída entre 1967 e 1970 uma casa  projetada pelo importante arquiteto portuense, Álvaro Siza Vieira.
Diferente porque: na época dos palacetes burgueses, todas aquelas janelas e varandas viradas para a rua, eram usadas somente para assistir as procissões religiosas, no mais, aquelas famílias, não tinham contacto com o exterior, viviam na comodidade da intimidade familiar.
E por isso Siza Vieira, numa projeto arrojado, construiu uma casa sem aberturas para o exterior...


Seguiu-se o contexto burgues, ... sem contacto com a rua. Por isso não era preciso aberturas para a rua. Pergunto eu: seria um projeto de protesto?
O certo é que a casa está totalmente voltada para o jardim e para as áreas de convívio familiar, mantendo o costume do local. (informações: www.casamanuelmagalhaes.blogspot.pt)

E como o tempo não pára, está surgindo um condomínio de luxo, naquele que talvez seja o maior de todos os terrenos, porque ocupa um quarteirão inteiro e onde era antigamente a "Casa dos Cepedas", conhecida também como Quinta Amarela. E que segundo os construtores, serão mantidos as fachadas da casa principal e alguns outros detalhes daquela época...


E por entre as árvores despidas pela força do Inverno e os palacetes burgueses, podemos contemplar ao mesmo tempo, a beleza "construída" pela natureza na alameda central e as imensas casas contruídas pelos homens nos dois lados da Avenida dos Combatentes.









Prá quem gosta de conhecer lugares fora do circuíto turístico e também observar diferentes estilos arquitetonicos de moradias tradicionais burguesas.
Pode ainda fazer uma pausa no Café Velásquez mesmo ali ao lado na Praça também conhecida por Velásquez, onde vai encontrar pessoas que vivem e trabalham na região, quase sem turistas ou agitações.
Com exceção dos dias de jogos de futebol no Dragão...

Av. dos Combatentes.
Linha Amarela do Metro
Estação: Combatentes