sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A arte no átrio da estação.

A Estação de São Bento no Porto é, uma das estações de comboio /trens mais belas do mundo.
Tem uma arquitetura fantástica.


Mas é no seu átrio, que as pessoas, que ali passam pela primeira vez, perdem o fôlego ao ver os belíssimos painés de azulejos que representam cenas históricas do Norte de Portugal.


São aproximadamente 550 m2 de azulejos pintados pelo artista Jorge Colaço.
Naquela época, em 1905 era o mais popular pintor de azulejos, e tem vários trabalhos presentes em muitos edifícios do país e no estrangeiro também.
Este painéis, demoraram 11 anos para ficarem prontos. Incrível.

 

As vezes servem de cenário para apresentações artísticas.


Os turistas não cansam de admirar...


Na maioria das vezes nós que aqui vivemos, passamos com tanta pressa, no vai e vem da rotina que não nos damos conta dos detalhes... são tantos! É impressionante  como Jorge Colaço retratou tão bem, nomeadamente, as expressões...



Vale a pena olhar para o átrio da  Estação de São Bento como se fosse um museu e admirar os detalhes e as expressões daqueles painéis tão lindos.







Azulejos portugueses. Uma arte!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Na Rua de Santa Catarina, um incrível vinho com uma história incrível.

Na movimentadíssima Rua de Santa Catarina, no mesmo edifício do Grande Hotel do Porto há uma nova casa de produtos tradicionais portugueses, o Cantinho Gourmet.


Entrei prá conhecer e encontrei uma loja cheia de charme e produtos regionais, que  vão desde os doces e compotas, os temperos, os queijos, os azeites, até aos vinhos,  tudo muito bem representado.




 Com vista para o hall do hotel...

 

Uma das sensações é o licor de ginja, que para além de poder comprar a garrafa eles também vendem para beber naqueles deliciosos copinhos de chocolate. Toda gente adora parar ali para um copinho...


Mas a maior sensação da loja, está  numa das prateleiras dos vinhos...


O Vinho do Porto Scion. Provavelmente o Vinho do Porto mais antigo e mais caro de sempre. Com uma história incrível...


Conheça esta história:

Em 2008, o enólogo da Taylor’s, David Guimaraens, soube da existência de um muito velho e raro vinho do Porto envelhecido em casco, que datava do período anterior à chegada da filoxera ao Douro, praga que destruiu a maior parte das vinhas da região. 
O vinho, com mais de 150 anos de idade, pertencia a uma ilustre família do Douro e foi guardado num armazém na aldeia de Prezegueda, no vale do Corgo. O vinho, uma verdadeira relíquia, tinha sido passado de uma geração para outra e todas as tentativas para convencer a família a vendê-lo tinham sido infrutíferas.
Em 2009, o único descendente sobrevivente da família morreu sem deixar filhos. Os seus herdeiros, dos quais nem todos eram membros da família, decidiram vender os dois cascos deste vinho único e historicamente importante. As amostras foram adquiridas pela Taylor’s e, surpreendentemente, tendo em conta a sua idade, descobriu-se que o vinho não estava apenas num estado impecável como também era de excecional qualidade. A compra foi negociada com sucesso e os dois cascos foram transferidos para as caves da empresa em Vila Nova de Gaia, em 13 de janeiro de 2010.
Em circunstâncias normais, um vinho do Porto envelhecido em madeira com uma idade tão avançada como este teria sido incorporado nas reservas de vinho do Porto Tawny velho da empresa. No caso em concreto seria incorporado no lote do Tawny 40 anos. No entanto, tendo em vista a sua qualidade, raridade e interesse histórico, o Diretor Executivo da Taylor’s, Adrian Bridge, decidiu que não deveria ser lotado, mas sim ser disponibilizado como um produto único de colecionador. No outono de 2010, o vinho foi lançado como uma edição muito limitada, sob o nome de Scion. O Scion é um dos mais antigos e raros vinhos do Porto Tawny envelhecidos a serem comercializados e um dos poucos vinhos da época anterior à filoxera de qualquer região vinícola a chegar até nós em perfeitas condições. (fonte: www.taylor.pt)

foto:taylor.pt
Dizem que um terceiro barril, foi comprado na época por Winston Churchill para sua coleção pessoal.

E dos  outros 2 barris, adquiridos pela Taylor's, surgiram as únicas 1.500 garrafas do exclusivo Scion.
Um verdadeiro Porto de luxo.


Cantinho Gourmet
Rua de Santa Catarina,191
www.cantinhogourmet.pt

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Li e gostei ... porque o Porto transpira criatividade.


Uma das coisas que mais me impressiona no Porto, é a capacidade que os jovens criativos tem de transcender as barreiras para entrarem no mercado de trabalho.
Usam a criatividade e a coragem da idade para criar os seus próprios negócios, e de conquistar espaços, sem ficarem a espera que os espaços venham até eles. Por isso faço questão de sempre divulgar por aqui, os trabalhos, os eventos, enfim as suas diversas iniciativas.
Li este artigo no Meios & Publicidade, escrito por João Vasconcelos, diretor do Canal 180, e achei muito interessante. Alguns destes projetos eu já conhecia, outros passei a conhecer aqui, e por isso acho que vale dividir com os meus leitores. Porque o Porto e os seus criativos encantam:


Cinco projectos do Porto a ter em conta

28 de Agosto de 2012 às 01:00:00, por Meios & Publicidade

João Vasconcelos, director do Canal 180
Artigo de opinião de João Vasconcelos, director do Canal 180
Quando me pediram para escolher 5 projectos de indústrias criativas apercebi-me que uma das coisas que me deu mais prazer nos últimos três anos a viver no Porto foi a oportunidade de conhecer pessoas novas cheias de talento que emergiram de um contexto criativo fundamentalmente diferente.
No Porto não existe um mercado de design e publicidade. Quem estuda artes, comunicação ou marketing raramente tem no horizonte o objectivo de procurar emprego numa agência. A produção criativa comercial é algo longínquo, desconhecido, quase exótico, que acontece por sorte ou acaso. Num sábado à noite é mais provável conhecer um arquitecto a trabalhar numa ilustração para a revista New Yorker ou a organizar uma conferencia internacional, do que encontrar um publicitário a conversar sobre grandes campanhas. Ir até Barcelona ou Londres é mais rápido e barato do que ir a Lisboa. Essa vivência sente-se nas pessoas, nas ruas, no comércio. Por outro lado, um dos problemas essenciais do mundo da comunicação comercial nos últimos anos foi ter perdido capacidade de surpreender e procurar novas histórias; num momento em que a produção criativa, artística e cultural, da música ao cinema, cresceu de forma exponencial. Para recuperar esse papel relevante na vida das pessoas, as marcas estão a alargar o território criativo onde actuam e precisam mais do que nunca de novas abordagens para explorar e inovar nas artes media.
Estes cinco projectos sediados no Porto são liderados por criativos que considero de topo em cada uma das suas áreas. Escolhi intencionalmente projectos distintos, todos eles já com histórias de sucesso e elevado potencial de crescimento, mas ainda relativamente afastados do nosso mercado local da indústria de comunicação.
Like Architects
Formados na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, o colectivo formado pelo Diogo Aguiar, Teresa Otto e João Jesus, à primeira vista parece ter escolhido um caminho muito diferente da escola Siza/Souto Moura. No seu trabalho não encontramos os projectos habituais de arquitectura mas está lá essa capacidade rara de conciliar razão e emoção, simplicidade e espectacularidade. São três mentes brilhantes que se dedicam a criar estruturas espectaculares a partir de materiais do dia-a-dia, por exemplo dispensadores de sacos da Ikea ou grades de cerveja Super Bock. Desenvolvem objectos efémeros de intervenção urbana, combinando princípios base da arquitectura com experiências mais radicais no processo de construção. Na sua abordagem conceptual procuram sempre transmitir uma mensagem, levantar uma questão, por isso quando olho para as obras deles, que nunca se repetem, mesmo que lhes peçam, penso no potencial que têm para grandes marcas de todo o mundo.
Jump Willy
Estúdio de animação 3D e composição musical, foi mais fácil trabalhar clientes como a BMW de Dusseldorf, Axe dos EUA, Lidl da Suécia do que chegar a clientes nacionais. O João Seabra, que foi considerado um dos top 20 criativos europeus, é ao mesmo tempo uma das pessoas mais disciplinadas e organizadas que conheço. Podia trabalhar em qualquer parte do mundo, nos mega estúdios de produção, mas depois de viver em Londres decidiu regressar ao Porto e criar a sua própria empresa. Já o Pedro Marques, também sócio fundador da Jump Willy, dificilmente se consegue encontrar em Portugal. Génio da composição, passa a vida a saltar de cidade em cidade, Estocolmo, Berlim, Tóquio, e, ultimamente, Los Angeles. Compõe bandas sonoras originais de longas metragens, música para spots de 30 segundos, universos sonoros para vídeo jogos, ao mesmo tempo é convidado para projectos experimentais como redesenhar todos os sons de um automóvel Mini.
Bicho Sete Cabeças
As tradições populares têm grande importância social e elevado potencial económico para um país como Portugal. É por isso que autarquias e regiões de turismo têm apostado na amplificação de festas e eventos, para tornar as suas regiões mais atractivas. Quando chegam às questões de comunicação, as soluções habituais do design normalmente não servem porque é muito difícil reinventar algo que é de todos e não é de ninguém. Perante este desafio a designer Madalena Martins, inteligentemente utilizou o humor como ponto de partida para repensar a imagem e introduzir uma nova figura tradicional nas festas de Ponte de Lima. A Maria de Ponte existe em barro, em guarda chuvas de chocolate, lançando todos os anos novidades. Recentemente criou a extensão da Maria de Guimarães e todo o merchandising pode ser comprado na Capital Europeia da Cultura. A Bicho de Sete Cabeças encontrou na cultura popular uma fonte de inspiração para “reinterpretar emoções e devolvê-las em forma de objectos de design”.
Ana Aragão e Vasco Mourão
Não são um colectivo, não são uma empresa, são dois ilustradores independentes que têm em comum a formação em arquitectura e uma capacidade fora do comum de construir universos fantásticos através do desenho. Descobriram essa vocação e agora não conseguem viver sem desenhar. Usam o seu traço original para dar vida a instalações, espaços ou eventos. O Vasco fez uma maratona de 23 dias, utilizou 122 canetas, 100 metros de superfície para decorar um hotel em Barcelona, a Ana terminou mais uma obra para a inauguração de um restaurante na baixa do Porto. A imaginação e traço original do Vasco chamaram a atenção dos editores da New Yorker e agora são os desenhos do português que ilustram algumas das histórias da reputada revista norte-americana.
Festival Get Set
Não é mais um festival de música. E ainda bem que o Luís Fernandes e o Luís Sousa decidiram fazer uma coisa radicalmente diferente. Já vão a caminho da terceira edição do Get Set, uma mostra de criadores de múltiplas nacionalidades e de diferentes áreas como a arquitectura, design, vídeo, moda, novos media, multimédia, música, interactividade, performance e instalação. O objectivo é aproximar do grande público, trabalho nas áreas mais inovadoras da criatividade. Na rede do Get Set estão festivais como o OFFF Barcelona, SUDALA Santiago Chile, RESSONANCE Belgrado, NOVA® São Paulo, mas a competências desta organização aliada à vibração criativa que lá se vive, também já colocaram o Get Set no radar internacional da criatividade.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Por entre as árvores... as esculturas de Juan Muñoz

No Jardim da Cordoaria, a belíssima Alameda dos Plátanos, além de proporcionar um agradável passeio à sombra ou uma simples pausa, também oferece entre os bancos e as árvores...  obras de arte.






É o conjunto de esculturas "Treze a rir uns dos outros". Um obra do escultor espanhol Juan Muñoz, oferecida à cidade do Porto em 2001, ano em que a cidade foi a Capital Européia da Cultura.



Distribuídas em 4 bancadas, as esculturas em bronze de 13 figuras quase que em tamanho natural, sentadas de maneira bem relaxada e descontraída convida a olhar ao pormenor...







Uma galeria de arte ao ar livre. Os turistas se encantam...





Ninguém sabe ao certo, do que é que eles estão rindo... mas o certo é que vale a pena aproveitar estas sombras da Alameda dos Plátanos e apreciar a arte que Juan Muñoz ofereceu para a cidade...


Conheça esta obra permanente do escultor Juan Muñoz, um escultor que tem obras em vários Museus famosos do mundo.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vamos à cadeia, ver fotografias?

O prédio histórico no centro do Porto que já foi uma cadeia... a Cadeia da Relação, é hoje o Centro Português de Fotografia.



Um belíssimo edifício que começou a ser construído em 1.767, demorou 30 anos para ser finalizado e alojou o Tribunal e a Cadeia da Relação do Porto que foi desativada à partir do ano da Revolução, 1974.
Passaram por ali alguns "ilustres prisioneiros", o mais conhecido para mim, foi Camilo Castelo Branco (autor do romance Amor de Perdição e muitos outros) e sua amada Ana Plácido (havia ali um pavilhão feminino). Ambos presos por adultério. Ela, por denúncia do marido e ele, ao se entregar depois da prisão dela. Quando foram absolvidos, passaram a viver juntos. Fico só imaginando isto a acontecer por volta de 1.860... Que casal vanguarda para os tempos!
Estas e muitas histórias, encontram-se no Núcleo Histórico deste edifício.

Mas a verdade é que nos dias de hoje, a fotografia é a grande protagonista daquelas imensas salas cujas grandes portas e grades da época da cadeia ainda lá permanecem...



É incrível como o edifício mantém a sua construção original. Com aquelas grades e portas imensas. Impressionam, mas não assustam. É super interessante circular por aquele ambiente e ver ao mesmo tempo, várias exposições de fotografia.
Um mix de história e cultura.





 A visita e as exposições são gratuítas.Vale a pena acompanhar sempre a agenda.



Quem vem ao Porto tem que visitar. E quem é do Porto, vale a pena passar por lá de vez em quando para ver as exposições que estão a decorrer.


Ah.. e pode ver o Porto típico, através de uma outra perspectiva:


Centro Português de Fotografia
www.cpf.pt

terça a sexta
10h00 - 12h30 / 15h00 - 18h00
sábados, domingos e feriados
15h00 - 19h00